quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lanterninha

Jo às 2 da manhã: Ar importante, bata vestida, a falar com doentes, a discutir coisas com os médicos, a dar opiniões (ou certezas, que quando não tenho a certeza fico bem caladinha para não parecer estúpida. É o segredo).
Jo às 2:30 da manhã: À procura do carro num beco sem iluminação algures ao pé do hospital, ainda de bata vestida, com um frio de rachar, a usar a lanterninha de ver gargantas dos doentes para tentar ver alguma coisa.
Jo às 2:40 da manhã: A pensar que há duas pessoas mesmo ao pé do carro dela e que vai na volta estão ali para a roubar, violar, raptar e eventualmente assassinar depois. A ordem não teria de ser necessariamente esta. A pensar também se quem quer que fossem seriam capazes de fazer alguma coisa a uma pessoa com bata vestida.
Jo às 2:43 da manhã: Apercebe-se de que a passear-se por um beco sem iluminação a essas horas a iluminar o caminho com uma lanterna de ver gargantas está mesmo a pedi-las.
Jo às 2:44 da manhã: Entra no carro, tranca as portas e vem para casa. E não, não aconteceu nada. (Confessem lá que já estavam à espera de um autêntico fim de policial...)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal!!!

Ontem o meu irmão disse-me:
"Qualquer dia já não há Pai Natal cá em casa... Os miúdos estão a crescer e daqui a nada já ninguém acredita..."
Ao fim da noite, já depois de o Pai Natal ter vindo, a minha tia perguntou ao K (que não quis tirar o casaco nem a gravata a noite inteira) se queria ir vestir o pijaminha como a mana para poder ir logo a dormir e a resposta, muito ofendido do alto dos seus 7 anos acabados de fazer foi:
"Não!!!! Os meninos crescidos não podem vestir pijama!!!"
Portanto, o Pai Natal cá em casa está condenado... Mais ano menos ano e trocamos os presentes em mão...
Quero Pai Natal para sempre!!!
A todos vocês que não têm estes dramas existenciais, um Feliz Natal:)

domingo, 18 de dezembro de 2011

E se o Natal está a chegar...

... Não pode vir sozinho!
Para a maioria das pessoas as férias de Natal são sinónimo de tempo para descansar e não fazer nada. Tempo para estar com a família e os amigos a comer broas e bolo rei e sonhos e fatias douradas e fazer serões à lareira. Tempo para fazer compras, tempo para passear e ir passar uns dias fora.
Para mim as férias de Natal são o mais próximo que tenho daquilo a que alguns chamam de férias de ponto. Sim, porque nós somos tão bons mas tão bons na nossa faculdade (NOT!) que não precisamos cá dessas mariquices das férias de ponto. Connosco é aulas até 6ª e exames na 2ª seguinte que o fim-de-semana chega muito bem. Sempre foi assim, já é o 4º ano disto e portanto já não me queixo (isso é para os caloiros, que são fraquinhos...).
Ontem inaugurei a época de estudo a sério. Quase 10 horinhas de estudo para começar. Já quase que tinha saudades daquela sensação de cabeça a explodir com conhecimento adquirido. Hoje já está boa, o que deve querer dizer que boa parte do conhecimento adquirido ontem já se evaporou. E assim se vão passar os próximos dias, a tentar encher a minha cabeça que mais parece uma banheira com o ralo aberto (é o início da época de estudo, ainda não se pode pedir muito).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dear Future Me

Já há 2 anos que tenho por hábito escrever uma carta a mim mesma pelo FutureMe. Ontem recebi a que tinha escrito no ano passado e não podia ter ficado mais contente. Ora vejamos:
"(...) Quanto a ti, dear future me, espero que esta carta te encontre com muitos e bons amigos à volta, que não tenhas perdido a IL nem a LL nem as tuas Dramas (e ainda aqui andam). Espero que a família se encontre bem e de saúde e que o K esteja muito melhor (o K nem parece o mesmo!). Também não seria mau se estivesses com outra pessoa ao lado, alguém da tua idade mais-coisa-menos-coisa, que te amasse e respeitasse e que tivesse um bom sentido de humor (e não é que até isso aconteceu???) (...) O importante é que daqui a um ano te encontre uma pessoa diferente, com o LP bem guardadinho num lugar especial do coração-passado e com o coração-presente bem mais disponível para novas histórias (done;))". 
Portanto, acho que 2011 vai terminar muuuuuuuuuito bem:)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aqui já chegou...

...O NATAL!!!!
O estudo para o teste de 4ª feira já se faz ao som de músicas de Natal.
Discutem-se presentes, a quem se vai dar presentes (pois, é a crise...), como poupar nos presentes... Já tenho uma lista dos felizes contemplados deste ano no meu ambiente de trabalho. Na realidade não é muito diferente da lista do ano passado. Apenas um pouco mais restrita e nem é pela crise.
Ontem, no shopping já se viam pessoas com caixas e caixas embrulhadas debaixo dos braços. Fui à loja da Disney ver coisas para a C. e senti-me outra vez miúda também eu a olhar para os vestidos das princesas. Se a Jo com 4 anos me visse agora ficava contente de certeza! Tudo o que a mini-Jo queria, com todas as fantasias que fazem parte da idade e que pareciam tão irreais há uns tempos atrás, a Jo de 22 anos tem. Pondo de parte o cabelo liso e automaticamente penteado. Esse presente de Natal não me parece que algum dia vá ter, por mais Natais que passem.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Jo vs. Planos

Como 4ª feira devia ter corrido:
Teria pegado no meu carrinho às 9 horas, tinha chegado ao hospital nº 1, tinha feito coisas super interessantes, tinha saído por volta do meio dia e meia para chegar ao hospital nº 2 ainda a tempo de almoçar e ir assistir às consultas de neurologia com a IL das 14:00 até hora indefinida, a apontar para as 20:00.

Como 4ª feira efectivamente correu:
Peguei no meu carrinho às 9 horas, apanhei transito até ao hospital nº 1, cheguei em cima da hora (felizmente ainda antes do médico Big Boss). Vi coisas moderadamente interessantes e saí por volta do meio dia e meia. Liguei à IL para saber se ela já tinha conseguido sair do hospital nº 3 e ela não atendeu. Calculei que ainda lá estivesse e pus-me a caminho do hospital nº 2. Cheguei ao hospital nº 2, estacionei e liguei à IL. A IL continuava a não atender, ou seja, ainda estava no hospital nº3. Olhei para o relógio e pensei: "eu demoro 10 minutos até ao hospital nº 3. Vou buscá-la e ainda chegamos a tempo de comer uma sopa antes das consultas. Senão ela não vai conseguir chegar a horas se vier de metro". Mandei-lhe mensagem a dizer que a ia buscar, tirei o carro do lugar e pus-me a caminho. Andei 100 metros e caí num buraco gigantesco. Disse meia dúzia de asneiras daquelas que não reproduzo por escrito num blog e quando cheguei a uma estrada a direito tirei as mãos do voltante para ver a direcção do carro. Parecia tudo bem.
Quando parei no semáforo seguinte olhei para o lado e tinha um taxista a gesticular dentro do carro a pedir-me muito agitado que baixasse a janela. "Oh menina, tem o pneu da frente do lado direito todo em baixo! É melhor ir a uma estação de serviço trocá-lo". Repeti desta vez para dentro as asneiras que tinha dito minutos antes e, como profunda conhecedora que sou de Lisboa, pedi logo ao senhor taxista que me explicasse onde era a estação de serviço mais próxima.
Cheguei lá, encostei o carro e mandei mensagem à IL a dizer que afinal ia ter de ir de metro porque tinha rebentado um pneu e eu ia chegar atrasada de certeza. Ela que fosse andando e explicasse à prof o que se tinha passado.
Chamei um senhor da bomba de gasolina e disse-lhe que tinha caído num burado e rebentado um pneu. E ele disse que se calhar estava só sem ar. Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Ele tentou enchê-lo. O pneu vazou (que surpresa...). Depois ele disse-me: "deve ter sido um prego que se espetou". Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Pediu-me para entrar no carro e andar um bocadinho para a frente só para a roda dar a volta e ele tentar encontrar o buraco do prego. Nesta altura desisti de lhe explicar que tinha caído num buraco.
Perguntou-me se queria ajuda para mudar o pneu. Disse-lhe que sim e depois lembrei-me que o meu carro não trazia pneu extra. Trazia uma pastazinha maricas para se meter no pneu furado que supostamente tapava o furo. Acontece que isso só funciona quando é efectivamente um prego. Porque quando o pneu rebenta não há pastazinha que resolva o que quer que seja. O senhor, que continuava convencidíssimo de que eu tinha um prego espetado no pneu começou a meter a pastazinha lá para dentro. Não deu em nada. Resultado: Tem de se chamar um reboque.
Recorro então ao plano P: Plano Pai. Expliquei-lhe onde estava e ele chamou um reboque e disse que ia lá ter. Nisto liga a IL a perguntar se quero que ela vá ter comigo. Expliquei-lhe que a prof nos fuzilava se não aparecessemos nas consultas e mandei-a seguir sem mim. Entretanto o meu pai chegou e ficámos lá à espera do reboque e eu a pensar que já estava no mínimo chumbada a neurologia. Mandei uma mensagem à IL a pedir-lhe que dissesse à professora que ainda ia tentar ir às consultas do fim da tarde e que se ela quisesse compensava com outro dia de consultas ou um banco. Ao que a IL me respondeu: "A prof cancelou as consultas". Pelos vistos cancelou as consultas e esqueceu-se de nos avisar (porque estarmos a correr entre hospitais não nos dá trabalho nenhum. Eu pessoalmente até adoro pagar portagens).
Chegou o reboque e fui para a oficina. Era só trocar os pneus e ir para casa. Isto se... houvesse os pneus do meu boguinhas. "Ah e tal que estes pneus saem muito pouco, temos de mandar vir, só amanhã e mesmo assim não garanto... e precisa de dois porque não pode trocar só um... e pronto, são 400 euros". 400 EUROS DOIS BOCADOS DE BORRACHA REDONDOS!!! Voltei a dizer as asneiras para dentro, porque também não se dizem asneiras ao pé do pai.
Vim para casa com o meu pai enquanto rogava pragas à prof de Neurologia que é bom que me dê boa nota já que gastei 400 euros para vir ter com ela às consultas que ela não deu. E o meu boguinhas passou a noite fora, sozinho, numa garagem escura, a preparar-se para ser amputado em ambos os membros dianteiros... Felizmente tudo correu bem e já está 100% operacional, recuperou depressa. Já o mesmo não se pode dizer da carteira do meu pai. Essa ainda vai demorar a recuperar, foi uma cirurgia bem mais agressiva...

domingo, 30 de outubro de 2011

Dos últimos quase 2 meses

Sabe bem.
Sabe bem sair do hospital e ter alguém "não-médico" a quem contar que vi pessoas com os dedos cortados, que vi operarem hernias inguinais, que vi um hidrocelo, que vi um miúdo que caiu e partiu a cabeça, que vi um senhor que teve um acidente de carro e capotou e o carro deu 3 voltas. Que desinfectei um dedo cortado por uma serra eléctrica. Que estou farta de ver colecistites agudas. Que respondi a muitas perguntas do médico bem. Que vi um doente com Parkinson. Que vi um milhão de coisas. E no final do meu monólogo sobre as coisas super brutais e fascinantes que vi ele ainda me perguntar o que é um hidrocelo e o que é uma colecistite. Efectivamente interessado no que eu lhe possa explicar. E faz-me mais perguntas de como e porque é que essas coisas acontecem. E eu explico e fico contente. E pergunto-lhe como foi o dia dele e ele fala-se de servidores, de memórias RAM e ROM e discos externos , de softwares, de gigas e de bites e coisas das quais eu não percebo nada e também lhe pergunto e ele também me explica.
Sabe bem chegar a 6ª à noite e ir jantar fora e ao cinema ou a outro sítio qualquer. Sabe bem passar o sábado a estudar que nem uma louca para no domingo poder passar a tarde toda com ele, no sofá com uma mantinha a ver séries, ou a passear no paredão ou no shopping, ou numa feira medieval ou naquele banquinho à beira mar.
Sabe bem que ele me dê o casaco porque está frio e sabe bem que me passe sempre para o lado de dentro do  passeio quando estamos a passear.
Sabe bem sair da faculdade e ligar-lhe a dizer que vou passar pelo escritório dele para ele sair 2 minutos do trabalho para lhe dar um beijo.
Sabe bem quando ele me vem dar um beijinho de boa noite a casa porque tem saudades.
Sabe bem fazer planos, muitos planos, que podem ou não vir a concretizar-se, mas sabe bem acreditar neles (qual é o objectivo de estar com alguém quando não se acredita num futuro?).
Sabe bem.

domingo, 16 de outubro de 2011

Regra geral

Regra geral adoro o que faço, adoro o que estudo, adoro imaginar-me daqui a uns anos como médica a sério.
Depois há outros dias, como o de hoje, em que acordo com uma daquelas pessoas mesmo importantes a pedir-me que lhe explique os resultados de uma TC de um familiar não tão animadora quanto isso. Nesses momentos apetece-me trocar a minha futura profissão por qualquer outra que não tenha obrigação de responder a perguntas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não está fácil!

Tenho um trabalho de 12 páginas para fazer sobre um tema à minha escolha na área da sexologia. Este trabalho vai ser lido por um professor que deve ter uns 70 anos que, pelo que nos tem dito nas aulas, tem algumas ideias baralhadas na cabeça quanto a esta temática. Não está fácil de decidir o tema não...

sábado, 10 de setembro de 2011

Surpresas

Dizia-me ele na semana passada que não gosta de surpresas. Que as surpresas nunca são boas e que gosta de saber com o que conta. Respondi-lhe que adoro surpresas, fazer e receber, e que isso era porque ele nunca tinha tido ou feito uma surpresa assim daquelas mesmo boas.
Ontem virou mundos e fundos para me fazer a melhor e maior surpresa que alguém alguma vez me fez.
Não, não vos vou contar o que foi, só quero que saibam que foi fantástica, genial, e que estou muito muito feliz.
E acho que era só isso.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Consta que está sol

Pois que aqui por baixo tive uma semana de sol. Solzinho do bom, do que dá para a praia, do que dá para passar (alguns) bons momentos no hospital, do que dá para ficar até às 5:30 da manhã só a passear por aí de mão dada entre mimos e beijos.
Pois que o que podia até não ter sido nada acabou por ser pelo menos muito e o estágio, esse que tanto prometia, até agora acabou por não ser nada de extraordinário.
Mas tudo isto para vos dizer que por aqui se está bem, muito bem até, mas que já não vejo a hora de voltar para cima.
E hoje vi um bebé nascer, ah pois é!!! Queriam!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Daqui a 30 minutos

Ele vai tocar à campainha para eu sair de casa e ir com ele jantar e ao cinema.
Daqui a 30 minutos eu vou continuar a perguntar aos meus botões se estou boa da cabeça ou nem por isso e vou continuar a não ter resposta.
Paciência, deixa rolar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Best of Verão 2011


CK



C e K


Do T. não consegui arranjar nenhum "bocadinho" para mostrar aqui, mas juro que ele também lá esteve

De volta!

Pela primeira vez desde que me lembro, não achei que 3 semanas de férias no Algarve fossem demasiado. Normalmente na última semana já começo a ponderar se não valia mais pôr-me a pé a caminho de casa, mas desta vez achei que foi o tempo perfeito. Conheci gente, diverti-me à grande, fui a todas as festas que houve na praia até nascer o sol. Reencontrei pessoas que não via há anos. Estive com o Joãozinho. O meu Joãozinho. O meu primeiro "namorado". Daqueles em que se conta até 3 antes de se dar um beijinho e que depois nos deixa corados. Diz ele que se lembra bem de brincar comigo. Disse-lhe que também me lembrava de brincarmos na varanda da minha avó e rimos os dois porque ambos nos lembramos do que era termos 3/4 anos e estarmos "perdidamente apaixonados" um pelo outro nos intervalos em que não eramos power rangers em missões complicadas.
Estive com os meus primos, os meus pequeninos que já estão a crescer, as mini-pessoas que me dão o meu sorriso mais espontâneo assim que os vejo ao longe, assim que sei que vão chegar. A C., o K. e o T.
E agora cheguei. Cheguei para encontrar no correio uma carta e um postal endereçados à Dra. Jo. Dra!?!! Eu!!?!? Vai demorar a habituar-me (raio de Bolonha, sempre a querer fazer sentir-me mais velha).
Durante esta semana vai ser festa. Todos os dias, almoços, jantares, lanches, concertos, é para o que der. E vai saber bem. E domingo adeusinho outra vez, que as minhas 2 semaninhas de estágio a sul esperam-me!

sábado, 30 de julho de 2011

Nota de alta

Doente, sexo feminino, 21 anos, caucasiana, reside com os pais e irmão, independente nas actividades da vida diária.
Deveria dar entrada no Serviço de Urgência Psiquiátrica da área de residência devido a quadro arrastado de excesso de visualização de comédias românticas que a levam a ter ideias delirantes sobre como a vida devia ser.
Orientada no Espaço e no Tempo. Hemodinânicamente estável, sem alterações a destacar ao exame objectivo, nomeadamente a nível da pele e mucosas, auscultação cardíaca e pulmonar, abdómen, e dos membros. Exame neurológico sumário OK. A destacar apenas brilho nos olhos e sorriso parvo em contextos desadequados, nomeadamente quando pensa em coisas e pessoas que não devia (dados a confrontar posteriormente com o quadro de excesso de visualização de comédias românticas). Sem alterações analíticas.
Após meses de boa evolução clínica dos quais há apenas a destacar algumas recaídas em crise de estupidez aguda pelo meio tem alta com indicação para cumprir a seguinte terapêutica:
- 3 Semanas de férias no Algarve com restrição de alguns destinatários de SMS (a doente está a ser seguida pela Dra IL e encontra-se de momento esclarecida quanto a essa situação).



Aos que as vão ter, BOAS FÉRIAS:)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Metade já lá vai

E passou tão rápido!!!
Agora é apenas uma questão de burocracias e acho que posso dizer que sou licenciada (ainda nem me habituei à ideia). Segue-se o mestrado, que é integrado, e sem o qual não poderia fazer praticamente nada. É Bolonha no seu melhor, mas para os devidos efeitos, sim, estarei licenciada assim que os senhores da secretaria se dêm ao trabalho de passar as minhas notas todas para o sistema informático.
Há 3 anos atrás estava a roer as unhas a pensar se ficava cá ou se ia para Navarra. Tinha sido admitida e só estava mesmo à espera de saber se tinha entrado cá ou não para decidir o meu destino.
Quando soube que tinha entrado cá foi um misto de alegria com tristeza. Por um lado tinha aquilo que sempre tinha querido. Entrar na Faculdade de Medicina que eu via como mais prestigiada do país, relativamente pertinho de casa, tudo de acordo com o que há alguns anos planeava. Mas por outro lado senti a aventura de ir para fora fugir. Senti a minha tão desejada independência a ficar bem atadinha à minha casa de sempre. Já me tinha imaginado sozinha aos fins-de-semana a passear pelas ruas lindíssimas de Navarra. A correr no campus para fazer um exercíciozito. A conhecer um monte de gente nova, com outra língua, outra cultura. A fazer noitadas com os amigos, não sempre porque sou responsável, mas de vez em quando, muitas mais do que as que faço cá. A não ter de dar justificações a ninguém de para onde ia, de onde vinha, a que horas chegava ou até de se se passava alguma coisa.
De qualquer forma fui eu que escolhi ficar. Podia ter ido se assim o quisesse, entrei por mérito meu. Estudei o programa do 12º ano espanhol em umas 3 semanas. Concorri em igualdade de circunstâncias com os alunos espanhois, fiz prova de espanhol igual à deles e mesmo assim entrei. Por isso os meus pais disseram que se eu quisesse mesmo ir faziam o esforço. E eu ainda ponderei, mas acabei por decidir ficar.
De vez em quando pergunto-me se terei feito bem. Se não valia mais ter ido, ter deixado isto tudo para trás e começado do zero, partido à aventura a ver no que dava. Mas regra geral chego sempre à mesma conclusão. Ainda bem que fiquei. Não sei o que teria acontecido lá, mas sei que cá, regra geral, nestes 3 anos até fui muito feliz. Foi nestes 3 anos que vivi os melhores momentos da minha vida até agora e também alguns maus momentos mas que não foram insuportáveis e por isso o balanço é estupidamente positivo. Conheci pessoas que encheram a minha vida, tanto tanto tanto que são aquelas pessoas que me fazem sentir que não preciso de mais nada desde que esteja ali com elas. E, tal como teria acontecido se tivesse ido para fora, as pessoas que valiam a pena ficaram e as que não valiam foram esquecidas.
Cresci. Não sei se tanto como se tivesse ido para fora, mas sinceramente não queria ter crescido mais. Já me acho demasiadamente madura, já me sinto tantas vezes tão crescida que dispenso qualquer crescimento acrescido que o estudar fora me pudesse ter trazido.
Teria sido diferente com toda a certeza, mas não sei se teria sido melhor.
Cá foi bom. E o melhor ainda está para vir.
Anos clínicos, aqui vou eu!

domingo, 17 de julho de 2011

Não correu mal, não senhora:)

Pois que o rapaz lá teve mais ou menos as notas que estava à espera. Pelo menos para um dos cursos que ele gostava dá para entrar garantidamente com uma boa margem, portanto está contente:)
Obrigada pelos comentários:)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Daqui a umas horas

Daqui a umas horas a família toda vai sair de casa para ir ao colégio ver as notas dos exames do meu irmão.
Acho que estou mais nervosa do que ele. Afinal, eu já estive naquele lugar. 2 vezes. E sei bem o que é chegar à pauta e ter surpresas desagradáveis, daquelas que comprometem aquilo que tinhamos planeado. Não nos mata. Também não sei se nos torna mais fortes, mas torna-nos diferentes. E, se fosse possível, seria bom que ele saltasse essa mudança. É que estraga um bocadinho o espírito das férias de Verão. Por isso vá, façam figas!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Estágio Hospitalar - dia qualquer coisa que já perdi a conta

O estágio já vai a mais de meio e já estou a ficar com saudades.
Já estou a fazer bastantes mais horas do que seria suposto (4 horas, onde é que isso já vai); a fazer bastantes mais coisas do que seria suposto (exames, consultas, urgências, tudinho); a ver coisas fascinantes (a quem possa interessar hoje vi uma febre escaro nodular. E não imaginam o meu entusiasmo a ver a descrição dos livros ali à minha frente). Tem sido fantástico. Hoje entrei às 9.30, saí às 16:00, voltei às 22:00 e cheguei agora a casa (11 horinhas e meia de hospital). Agora é dormir 5 horihas e amanhã às 9.30 já lá estou outra vez, feliz como tudo e já com um bocadinho de nostalgia.
Também já vi coisas menos boas, não pensem que tudo são rosas. Hoje assim que lá cheguei às 22:00 fui logo acompanhar a minha médica para informar um doente que se sentia optimamente de que tinha uma leucemia muito grave. E logo depois fomos certificar um óbito, que é para eu não achar que ali tudo é maravilhoso.
Mas acho na mesma. Porque grande parte dos doentes saem e até saem curados. E eu tenho o privilégio de os ver melhorar de dia para dia e de contribuir um bocadinho para isso. Sou ou não uma sortuda?

sábado, 25 de junho de 2011

Estágio hospitalar - dia 13

Cheguei e a distribuição dos doentes já estava feita. Foi-me atribuída uma senhora que tinha dado entrada no serviço na véspera. Fui consultar os registos e não havia lá quase nada sobre ela. Uma senhora já na casa dos 80, com uma prótese na anca que tinha dado entrada por uma infecção na pele e já tinha começado o antibiótico há 1 dia. A minha função seria fazer uma nota de entrada da senhora, ou seja, perguntar-lhe o nome completo, a idade, se sabe em que ano estamos e onde está, se vive sozinha, se é autónoma nas actividades da vida diária, se tem algum antecedente pessoal relevante, qual a medicação que faz habitualmente, porque é que deu entrada nas urgências, pedir-lhe para descrever tudo o que sentia ao pormenor, e por fim avaliar como é que ela se sentia hoje. Fazer um exame completo, passando pelos olhos, língua, coração, pulmões, barriga, pernas, pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação de oxigénio, tudo direitinho para que não falte nada. Tem sido o meu dia-a-dia ultimamente, começa a ficar sistematizado na minha cabecinha e começo a sentir-me relativamente confiante a fazê-lo.


Entrei no quarto e cumprimentei a senhora.


Jo: Bom dia Dona MR.


D. MR: Bom dia.


Jo: Como é que se sente.


D. MR: Melhor, melhor… quero é ir-me embora daqui! Pode chamar o meu médico?


Jo (com o ar mais confiante que consegue fazer e com um sorriso agradável): Hoje vou ser eu a sua médica.


D. MR olha-me de cima a baixo: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA (pára. Faz um ar de pânico) A sério?


Jo (novamente com o ar mais confiante possível mas com a auto-estima a rasar o chão): A sério! Vou fazer-lhe algumas perguntas e fazer-lhe um exame completo, pode ser?


D. MR (com aquele ar de “só me saem destas”): Vá, faça lá…


Mas aquilo até nem correu mal. No final já estávamos grandes amigas e já merecia o tratamento de doutora. Foi só ver-me a sair e a entrar no quarto novamente com uma seringa na mão e passei logo a ter outro estatuto.


D. MR: Ai doutora doutora, que eu detesto picas.


Jo: Nem vai sentir nada, vai ver (mentira, eu sei que aquilo dói que se farta, mas se lhe dissesse isso acho que a senhora fugia).


Não doeu quase nada.


D. MR: Obrigada pela atenção doutora.


Jo (já com alguma auto-estima): Ora essa, de nada dona MR.



Nota: A partir de agora vou começar a ir para o hospital maquilhada, de saltos altos e de cabelo arranjado. É que para os rapazes isto é fácil! Deixam crescer a barba e de repente já parecem figuras de autoridade. Agora eu, não há maneira de tirar a minha cara de 21 aninhos!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Estágio Hospitalar - dia 11

Pai: Então filha, como correu o dia?
Jo: Correu bem. Olha domingo vou ficar a fazer banco.
Pai: Banco??? Domingo??? Mas já este domingo???
Jo: Sim, é o dia em que a minha médica tutora lá está...
Pai: Mas é obrigatório?
Jo: Não, mas já que ela sugeriu aproveito a oportunidade...
Pai: Então... Tens de levar um pijama não?

Sim pai, é isso mesmo... um pijama, bolachinhas e um leite quentinho para antes de adormecer.
(Quer-me parecer que cá em casa vai ficar tudo "de banco" de domingo para segunda também):p

sábado, 18 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estágio Hospitalar - dia 9

"Um médico não pode ter medo".
Foi o que me disseram no princípio da semana. Que tinha de fazer as coisas sem medo, que estavamos ali para melhorar os problemas das pessoas e que isso era uma coisa nobre embora nem sempre fosse fácil. Por isso esta semana tenho picado todos os doentes do serviço, ora para tirar sangue, ora para fazer gasometrias, e o medo de os magoar quando faço isto desapareceu.
Mas hoje tive medo. Tive medo quando quase morreu um doente à minha frente e eu (nós) sem podermos fazer grande coisa. Tive medo. Tenho medo da sensação de impotência. E pela primeira vez neste estágio tive um momento do qual não gostei.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Porque o senhor até merece uma homenagem

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.

Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.


Álvaro de Campos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estágio Hospitalar dia 3

Dia de fazer uma gasimetria e de aprender a dar más notícias. Não sei qual das duas a mais difícil mas quer-me parecer que nos próximos tempos vou ter muitas oportunidades de treinar ambas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estágio Hospitalar dias 1 e 2

Foi perfeito!
Há falta de médicos por isso vamos ter de trabalhar a sério. Vão puxar por nós, treinar o que sabemos e o que não sabemos. A equipe é impecável, o serviço é lindo, os doentes são todos diferentes em todos os aspectos e é tão bom ver que as coisas que aprendi se aplicam efectivamente!
Para já tem sido colher histórias clínicas e auscultar e fazer exame a toda a gente! Mas parece que em breve vamos fazer muitas outras coisas:)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Se vos disser

que fiquei exactamente no hospital e no serviço que eu queria, o que é que me dizem?:)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Suspense

Eram para sair hoje, depois passou para amanhã e agora consta que só na 4ª de manhã é que há notinhas (das boas, espera-se).
E enquanto se espera pensa-se no que se vai fazer ou antes, sonha-se acordada com o que se vai fazer na próxima semana se as notas foram positivas (além de melhorias claro).
Vou buscar a B., que fez hoje aninhos, para irmos ao cinema. Vou buscar os primos à escola um dia, que eles gostam e eu também e já não faço isso há uns tempos. Vou ao jantar de gala que tenho na 6ª. E antes do jantar vou à depilação e ao cabeleireiro e com jeito ainda compro um vestido novo. Vou à primeira comunhão das gémeas no domingo. Vou marcar uma jantarada de babes e uma jantarada de dramas. Vou ao teatro, vou ao ginásio todos os dias e vou estudar qualquer coisita para as melhorias. E além de tudo isso vou fazer figas com muita força para que o me estágio de dois mesinhos que já está mesmo aí à porta seja o melhor estágio de sempre, que me farte de aprender e que disfrute ao máximo.
Para já e porque nesta fase o suspense nos vai começando a consumir, faço só figas para ficar num sítio de jeito a fazer o estágio. Não me apetecia nada ficar naqueles sítios em que há 5 alunos por médico mas também não me apetecia ir sozinha para a santa terrinha onde nem alunos nem doentes. Façam figas, façam!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Chuva

Hoje acordei cedo para ir pôr o meu irmão à escola. Certifiquei-me de que ele levava uma camisola, afinal estava a chover, e eu saí de t-shirt.
Fui deixá-lo e aproveitei para dar uma volta com o carro. Fui tomar o pequeno-almoço fora e andar à chuva, sem pressa, até a t-shit ficar encharcada. E soube-me pela vida!

E consta que a primeira fase de exames já está a acabar, façam figas!

domingo, 15 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ai mas que super chique!

Os meus professores são tão super chiques que fazem os slides das aulas em inglês!
Mas dão as aulas em Português...
E depois têm nos títulos dos slides coisas como "Does it explainS it all?"
ADOOOOORO

(Pois claro, assim uma pessoa não se consegue concentrar, não há condições...)

domingo, 8 de maio de 2011

And here we go again...

Amanhã começa tudo outra vez. Já estamos outra vez em exames e ainda nem nos recompusemos da última época. Este semestre foi curtinho para termos tempo de, depois da época de exames, termos dois maravilhosos (assim os espero) meses de estágio.
Para já é altura de concentrar, parar de procrastinar que o primeiro é já amanhã, e voltar a enfiar a cabeça entre livros, folhas e marcadores. E fazer figas para de hoje a 2 semanas estar de "férias"!

day 15 - A song that describes you

quinta-feira, 5 de maio de 2011

day 14 - a song that no one would expect you to love


Não é de todo o género de música que costumo ouvir mais. Mas é daquelas que me teletransportam para o secundário. Foi muito tempo a namorar com um rapazito que tinha uma banda. Muitos ensaios com esta música, muitos concertos. Outros tempos que fazem parte de uma história engraçada:)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

day 13 - a song that is a guilty pleasure

Do FMI

Confesso que até estava preocupada com as medidas que iam ser implementadas agora com o FMI, mas depois de ontem à noite, com aquele comentário do nosso ex-primeiro ministro fiquei muito mais aliviada. Diz ele que quase nada se altera! A mim parece-me óptimo, só não estou bem a ver é onde é que eles estão a pensar ir buscar o dinheiro...
Alguém ficou com curiosidade para saber o que vai acontecer ao IVA? É que não me pareceu que o sr. ex Primeiro Ministro o tenha mencionado. Deve ter-se esquecido, coisinha sem importância...

sábado, 30 de abril de 2011

Orgulho

O M., o meu irmão, toca muitíssimo bem guitarra. Aliás, ultimamente o rapaz é quase o homem dos setes instrumentos: guitarra (eléctrica e acústica), baixo, piano, saxofone, enfim, uma animação. Hoje à noite no Sarau da escola tocou 5 músicas, algumas delas tecnicamente desafiantes, mas aquilo que me encheu de mais orgulho foi mesmo vê-lo a tocar uma música dos Deolinda!

day 11 - a song from your favorite band



XUTOS, como é óbvio! Na minha opinião a melhor banda Rock portuguesa de sempre e a banda que dá os melhores concertos! Já vi 3, podia ter visto 300 que acho que não me fartava! E claro, esta música também me lembra as loucuras dos dias de babes do Algarve:)

day 10 - a song that makes you fall asleep



Durante anos ouvi esta música antes de adormecer. Aliás, ouvia mesmo o cd todo até chegar ao fim e depois sim dormia.

day 09 - a song that you can dance to



Já dancei mais de mil vezes ao som desta música. E com muito boas recordações!:)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

day 8 - a song you know all the words to



Porque estudante de medicina que se preze tem de saber;)

day 07 - a song that reminds you of a certain event



Inevitavelmente esta música lembra-me sempre este dia. Não aconteu nada de muito extraordinário, os momentos de filas de transito não costumam ser os mais marcantes, mas o facto é que aqueles momentos ficaram registados. Não só em mim como nos meus colegas (sim, não sou só eu que sou maluca).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

day 6 - a song that reminds of somewhere



Lembra-me Londres. E as maluquices todas que lá aconteceram, as estupidezes dos 16 anos e claro, o musical, We will rock you
Além disso lembra-me o Algarve, de estar lá com as babes S., N. e K. Acabadinhas de chegar, ainda com malas por descarregar e a dançar isto na sala de jantar. De forma bastante ridícula devo dizer. Há um vídeo em paradeiro incerto que o pode documentar. [Medo]

sábado, 23 de abril de 2011

day 4 - A song that makes you sad



'Cos I dont know who I am, who I am without you
All I know is that I should
And I don't know if I could stand another hand upon you
All I know is that I should
'Cos she will love you more than I could
She who dares to stand where I stood

sexta-feira, 22 de abril de 2011

day 3 - A song that makes you happy



Uma das melhores músicas de sempre, de uma das melhores séries de sempre!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

day 02 - your least favorite song



Gosto da letra, gosto da música. Não suporto a voz da Isabel Silvestre. É das poucas músicas que me faz mudar o posto de rádio no carro. É só ela começar a cantar e o meu dedo desliza logo para um botão qualquer em desespero!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Diz ela

"Baptismo

Água. Santa de preferência. Esta era normal. Se calhar bastante suja. Era noite não importava.

Foi uma grande noite.
É do terceiro ano e já a conheço há 4 anos. É linda, é responsável, sonhadora e sensível. Tem uma maturidade de fazer inveja a muitos e é minha madrinha há 3 anos. Mesmo quando era caloira e não podia ter afilhados. Mesmo quando me mostrou a faculdade que agora é a nossa segunda casa, mesmo quando me disse que tudo se iria compor quando andei por lados espanhóis.
A minha madrinha estava de preto mas aquela seria uma noite de celebração! Seria uma noite de sorrisos, de muitos "obrigado!" de muitos sorrisos e orgulhos extravasados. Porque ela esperou e sempre acreditou que um dia me veria atravessar aquele hospital com a certeza de lá pertencer.

E por muito pouco que lhe tenha dito naquele dia, ela sabe que tem todo o meu coração a dizer-lhe noite e dia obrigado por seres como és, porque me teres apoiado e por teres estado lá sempre por mim. Mesmo quando não era preciso, qual luzinha quente no fundo do escuro.

É a minha madrinha. Ela tem um coração gigante. E sorri-me."

Eu digo que estou cheia de orgulho. Digo que não ligo nenhuma a estas coisas das praxes mas que estar ali naquele dia a baptizá-la significou muito. Que quase chorei a ler a carta que ela me escreveu a pedir que aceitasse ser a madrinha dela e que no momento de lhe deitar a água pela cabeça me ia esquecendo das palavras pomposas em latim que tinha de dizer. Digo que a minha afilhada me enche de orgulho todos os dias, não só agora, mas já há 3 anos, todos os dias, com cada victória. E digo que gosto muito dela. E que ela pode contar sempre comigo. Sempre.

day 01 - your favorite song



A música das tantas horas que já passei no caminho para a faculdade. Se isto não acordar, nada acorda!

Desafio

Pois que a época de exames está aí à porta e como já devem ter reparado não vou andar com muito tempo/cabeça para vir aqui escrever, por isso deixo-vos com um desafio.

30 Day Song Challenge
day 01 - your favorite song
day 02 - your least favorite song
day 03 - a song that makes you happy
day 04 - a song that makes you sad
day 05 - a song that reminds you of someone
day 06 - a song that reminds you of somewhere
day 07 - a song that reminds you of a certain event
day 08 - a song that you know all the words to
day 09 - a song that you can dance to
day 10 - a song that makes you fall asleep
day 11 - a song from your favorite band
day 12 - a song from a band you hate
day 13 - a song that is a guilty pleasure
day 14 - a song that no one would expect you to love
day 15 - a song that describes you
day 16 - a song that you used to love but now hate
day 17 - a song that you hear often on the radio
day 18 - a song that you wish you heard on the radio
day 19 - a song from your favorite album
day 20 - a song that you listen to when you’re angry
day 21 - a song that you listen to when you’re happy
day 22 - a song that you listen to when you’re sad
day 23 - a song that you want to play at your wedding
day 24 - a song that you want to play at your funeral
day 25 - a song that makes you laugh
day 26 - a song that you can play on an instrument
day 27 - a song that you wish you could play
day 28 - a song that makes you feel guilty
day 29 - a song from your childhood
day 30 - your favorite song at this time last year

Quem quiser levar este desafio para o seu cantinho esteja à vontade. Eu vou-o fazendo por aqui:)

Das olimpíadas

Tive grandes noites e noites grandes, daquelas que nunca mais acabam. Fui mais amiga, mais médica, mais mãe, mais psicóloga, mais maluca, tive mais medo, tive mais tudo e mais alguma coisa, foram olimpíadas de extremos.
No balanço geral, arrisco dizer (apesar de ainda faltarem 3 anos) que mais nenhumas olimpíadas me vão marcar tanto como estas últimas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Nos próximos dias

Vou vestir um lindo vestido preto, vou vestir-me de parola, de pirata e de prostituta.
Nos outros 361 dias do ano sou uma pessoa quase normal.

sábado, 2 de abril de 2011

11 dias...

Faltam 11 dias para os dias mais esperados do ano. Finalmente e após muito suspense, as OLIMPÍADAS DA MEDICINA ESTÃO DE VOLTA!!! E este ano temos:

1ª Noite - 13 de Abril
Dress Code: Cores


2ª Noite - 14 de Abril
Dress Code: Tuga


3ª Noite - 15 de Abril
Dress Code: Fantasia


4ª Noite - 16 de Abril
Dress Code: Plumas e Cabaret


Portanto, daqui a 11 dias, livrinhos de lado e lá vou eu para os melhores dias do ano, que já vinham mesmo a calhar e que são merecidos. Até lá é estudar para não me sentir culpada na época de exames pelas mini-férias e desesperar à procura de roupas para estes dresscodes:)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Diz ele que eu sou estrela

Há pessoas estrelas e há pessoas cometas...

Os cometas passam.

Apenas são lembrados pelas datas que passam e que retornam.

As estrelas permanecem. O sol permanece.

Passam anos, milhões de anos, e as estrelas permanecem.


Há muita gente cometa.

Passa pela vida da gente apenas por instantes.

Gente que não prende ninguém e a ninguém que se prende.


Gente sem amigos, gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença.

Importante é ser estrela.

Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida.


Amigo e Paixões são estrelas.

Podem passar anos.

Podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração.

Coração que não quer enamorar-se de cometas, que apenas atraem olhares passageiros.


Ser cometa é ser companheiro por instantes, explorar os sentimentos humanos, ser aproveitador das pessoas e das situações, fazer-se acreditar e desacreditar ao mesmo tempo.


Solidão é resultado de uma vida cometa.

Ninguém fica, todos passam.

Há necessidades de criar um mundo de estrelas.

Todos os dias poder contar com elas e poder sentir seu calor.


Assim são os amigos estrelas na vida da gente.


São coragem nos momentos de tensão.

São luz nos momentos de desânimo.


Ser estrela neste mundo passageiro, nesse mundo cheio de pessoas cometas, é desafio, mas acima de tudo uma recompensa.


Recompensa de ter sido luz para muitos amigos, ter sido calor para muitos corações, ter nascido e vivido e não apenas existido.


Reinilson Câmara


Eu não sei se sou estrela, ou cometa, ou o que quer que seja. A verdade é que já vi muitas pessoas que julguei estrelas e que afinal foram cometas e que houve alguns cometas que de repente pararam e se transformaram em estrelas. Não sou muito boa a distinguir estrelas de cometas porque já percebi que não é tão fácil como à partida se possa pensar, mas gosto de ser vista como uma estrela de alguém.

Genial

Quam é que foi o iluminado que este semestre permitiu que tivessemos uma cadeira com a sigla DIE?

Percebo que esta malta de medicina não é boa da cabeça...

... quando um jantar de aniversário com leitão como prato principal acaba com quase vinte pessoas à volta de uma mesa da dissecar a cabeça do leitão...

sábado, 19 de março de 2011

Pai

Não vou dizer que o meu pai é o melhor pai do mundo. Não conheço os outros.
O meu pai tem falhas, defeitos vários. Mas também tem qualidades.
O meu pai sempre esteve presente em todos os momentos importantes da minha vida. E só não esteve no momento do meu nascimento porque teve o bom senso de perceber que mais provavel era cair para o lado assim que o médico pensasse em cortar a barriga da minha mãe.
O meu pai mudou-me muitas fraldas, deu-me muitas vezes o biberão durante a noite, o banho e ajudou-me a vestir. Penteava-me o cabelo todas as noites cem vezes com a escova, como as princesas faziam (embora nunca tivesse conseguido aprender a fazer-me tranças) e todas as noites rezava comigo e com o meu irmão e cantavamos uma música antes de adormecer. Fazia-me festinhas nas costas e, quando estava calor, abanava-me os lençois.
Todos os dias fazíamos os trabalhos de casa juntos. Aquelas cópias de uma página que demoravam séculos a fazer, as tabuadas todas desda do um à do dez, as composições... Às vezes, quando já era tarde e eu estava muito cansada, combinavamos e eu fazia o desenho no final da composição e ele pintava. Só nunca teve jeito nenhum para me ajudar a escrever poemas. É que para ele até rimas simples do estilo "Fui a beira-mar e fartei-me de brincar" podiam levar horas a inventar.
Todos os fins-de-semana íamos a parques ou a museus. Foi o meu pai que me levou pela primeira vez à ópera, quando tinha uns 11 anos, ver a Carmen de Bizet e ainda hoje me lembro da sensação de entrar no São Carlos com o meu pai e de me sentir mesmo crescida.
O meu pai nunca gostou que eu jogasse futebol mas nunca perdeu um único jogo.
Foi chato quando lhe pedi para sair até mais tarde, para ficar a dormir em casa de amigas, para me deixar ir ao cinema, à discoteca ou ao restaurante. Umas vezes consegui o que queria, outras vezes não, mas foram os vários nãos que levei que fizeram de mim a pessoa que sou hoje e por isso posso estar-lhe agradecida.
O meu pai fez-me a vida negra para namorar com o T. no secundário, mas hoje (ao contrário do que achava na altura) sei que o T. também não era o homem da minha vida.
Foi o meu pai que esteve quase sempre ao meu lado no carro quando comecei a conduzir. E era ele que me chateava com as mudanças até eu ficar maluca, mas o resultado final não foi mau dado que até hoje só bati uma vez e nem o meu carro pode testemunhar isso (obrigada meu querido pára-choques por teres permitido que não tenha ficado uma única marquinha em nenhum dos carros).
Hoje sei que prescindi de muitas coisas por causa dele, muitas mais do que aquelas que ele pensa, mas também sei que ele prescindiu de muitas outras por minha causa, por isso acho que estamos quites.
Feliz dia do Pai

sexta-feira, 11 de março de 2011

Contra-senso



O ginásio, as aulas com montes de pulos e gritos e as horas a pedalar feita maluca na bicicleta não me deixam qualquer marca no dia seguinte. Acordo como nova, não me dói nada!
Já o mesmo não se pode dizer de arrumar os armários do meu quarto (cof caos cof cof). Ontem foi até às duas da manhã e hoje vai continuar. Quando acordei parecia que me tinha passado um camião por cima, estou toda partida...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Depois de (finalmente) ter visto o cisne negro

Concluo que, às vezes, devia ser um bocadinho mais cisne negro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Médica da família


Não me importo de ser a "médica" da minha família para coisinhas pequeninas. As amigdalites dos miúdos, as constipações, as dores de barriga, tudo bem, dá-se um jeito.
Importo-me sim quando a minha avó me arranja cópias de todos os exames médicos dela dos últimos anos e no fim me pergunta se eu acho que ela deve ou não fazer uma intervenção arriscada num coração que segundo o cardiologista passou de bater para abanar e que ultimamente até abanar abana mal.
Não sei, não tenho formação para isso nem capacidade de distanciamento que me permitam avaliar a situação como deve de ser. Já vi, revi e sublinhei os exames, mas não tenho experiência para saber o que é ou não melhor fazer.
O cirurgião cardio-torácico disse à minha avó que eu podia assistir a todas intervenções que fossem feitas e isso não me faz confusão. Afinal, estou apenas como espectadora, não decido nada, o que acontecer acontece quer eu lá esteja quer não esteja, por isso se a minha avó me quiser lá dentro lá estarei.
Pôr decisões assim nas minhas mãos já não é tão simpático.
E por enquanto, para mim, se o cirurgião e o cardiologista são a favor, eu não me meto à frente.

terça-feira, 1 de março de 2011

Das línguas

Sempre tive jeito para línguas. Falo inglês sem quaisquer problemas, é bastante fluente. Aprendi espanhol num instantinho para poder candidatar-me às Universidades espanholas e dado que fui aceite na melhor assumo que também me safava bastante bem. O francês nunca foi a minha língua de eleição, mas fazia-se bem... no 7º, 8º e 9º.
Agora, neste semestre escolhi francês como optativa e tenho a dizer que claramente não nos entendemos muito bem. O prof bem que tenta falar connosco, mas tenho alguma dificuldade em perceber tudo o que ele diz. Tiro o sentido geral da frase e já é bem bom dentro do panorama geral da turma.

Quando fiz o Natal Diferente este ano pensei que era importante aprender mais línguas. Apanhei muitos miúdos internados que só falavam crioulo (!!!) e na altura até pensei que se calhar não era má ideia apostar no crioulo, francês e na linguagem gestual.
Depois de dois dias de francês digo-vos: já é uma sorte não cortar relações com o inglês e com o espanhol. Línguas novas tão cedo não aprendo!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

:s

Não vou dizer que me custa como se fosse a mim, porque aí estaria a mentir, mas custa-me bastante ver pessoas de quem gosto ficarem com cadeiras para Setembro e arriscarem-se a ficarem um ano penduradas por uma cadeira com um 9,8 na pauta. Sim, porque este ano somos especiais, ninguém passa com 9,5.

Quanto a mim, as melhorias cumpriram o seu objectivo;)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Aqui por casa

Eis como as coisas funcionam por aqui.
Numa semana digo que vou sair com um amigo, que vamos jantar fora só os dois.
Na semana seguinte o que é que a minha mãe faz? Oferece-me um livro intitulado "Com Quem Não Casar", escrito por um tal senhor Padre Pat Connor.


Quem quiser vir cá a casa explicar que eu não tenho qualquer interesse em casar com quem quer que seja nos próximos anos voluntarie-se. Eu desisto...

P.S.: Já estive a folhear o livro e parece-me que vou ter material para pôr aqui no blog nos próximos tempos. É escrita de qualidade. Melhor só mesmo a revista Maria.

Sexo sem compromisso

Não meus queridos, este post não tem nada a ver com o jantar de ontem, tirem lá essas ideias menos bonitas da cabeça. Por todos os motivos e mais alguns sendo que o principal é que o jantar de ontem não existiu, foi adiado.
Assim sendo, aproveitei para ir ao cinema ver este filme que andou a gritar por mim durante toda a época de exames.
Confesso que no princípio pensei que ia ser uma desilusão daquelas mesmo gigantes. Uma ou outra piada mais ordinária e nada mais. Mas à medida que o filme foi avançando fiquei agradavelmente surpreendida!
A história não é nada de transcendente, é muito previsível, mas acabei por me rir como há muito tempo não me ria num cinema. Recomendo!



(E depois há o Ashton Kutcher... que... enfim... ai ai...)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tenho quase a certeza

Workaholic


Eu, Jo, me confesso Workaholic!
Como é que é possível que já tenha tudo feito e às 8 da manhã já esteja na faculdade a olhar para as coisas de farmacologia outra vez só para ir fazer melhoria de uma nota que sei à partida que muito provavelmente não vou conseguir melhorar????
É só mais esta semana! E o fim-de-semana, que vou fazer um curso.
Prometo que na próxima semana não estudo! (Ainda bem que na próxima semana só tenho mesmo a optativa e que escolhi francês. Assim a probabilidade de querer estudar baixa drasticamente:p)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aviso ao mundo

Ainda não sei qual é a especialidade quero seguir, podem parar de perguntar!:p

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coisas da idade

Jo há uns anos:
- Pai, achas que dá para ir sair com o T. no sábado, ao restaurante X, às tantas horas, volto às X horas, os pais dele trazem-me?
- Blá blá blá, não é não, e não há mais discussões.

Jo de hoje:
- Pai, sexta vou jantar fora com um colega da faculdade.
- (Montes de perguntas em cadeia às quais com grande habilidade respondo e que culminam com um "mas são namorados?")
- Não, somos amigos.
- E vão jantar só os dois?
- Sim!

E vou mesmo. É a vantagem de ter 21 anos. O "não que é não" passa a "não gostava que fossem sozinhos" o que é bastante mais contornável até porque, temos pena, mas eu gostava bastante de ir sozinha com ele. E vou!:)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vida, podes voltar!

E pelo 3º semestre consecutivo, ficou tudo despachado em primeira fase! Assim, sem mais nem menos, hoje estou oficialmente dispensada dos livros!
Não que isso signifique que não vou estudar nos próximos tempos, nem pensar. A segunda fase é para se aproveitar e para fazer melhorias a TUDO! Deste ano e do primeiro, que a cabeça por essas alturas andava no ar e sem paciência para melhorias e há ali umas notas que me estão a estragar a média!
Por isso 2ª feira vou fazer não um, não dois, não três, não quatro, mas CINCO exames! Vai ser giro vai... O que vale é que não sou a única tresloucada a fazer isso e portanto até era capaz de arriscar que vai ser um dia bem passado.
De qualquer forma e independentemente das melhorias, querida vida, podes voltar! Venham daí os lanchinhos, os cinemas, as jantaradas de babes e de drama queens. Marquem marquem que a minha agenda está livre.
Excepto para sexta à noite, consta que me vão levar a jantar fora...:)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tive de partilhar



Porque achei esta música genial.
E porque cada vez mais me revejo nestas palavras.
Porque toda a gente fala mas ninguém faz nada e a nossa geração, que supostamente deveria ser a geração responsável por dar uma volta a isto é apática, um marasmo, e cada vez mais me consciencializo disso.
Este mês estive numa RGAno em que não chegámos a ser 15 alunos. De um grupo de muito mais de 300.
A minha caixa de email está cheia de reclamações com os professores, com a faculdade, com o método de ensino, com o curso em geral, mas quando nos foi dada a oportunidade de reclamarmos ninguém levantou o rabinho da cama porque 8 da manhã é muito cedo para discutir o que quer que seja.
Que parvos que nós somos, deixem que vos diga.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Só para não dizerem que eu só estudo

E porque efectivamente assim que a época de exames acabar quero voltar a ter uma vida, adivinhem quem é que vai ao Alive ver os Coldplay?

Dia dos namorados

Todos os anos tenho um plano para este dia.
É o dia de anos do meu tio, por isso tenho sempre com que me entreter.
Este ano é, além do dia de anos do meu tio, véspera de exame e portanto dia de enterrar a cabeça nos livros.
O meu dia dos namorados está melhor a cada ano que passa!
E agora vou dormir que daqui a nada eu e os apontamentos de farmacologia e fisiopatologia vamos ter umas horas de qualidade na companhia uns dos outros. Assim, os três muito juntinhos. Uma relação moderna, não haja dúvidas...
Feliz dia dos namorados!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Melhor mãe do mundo

Já tenho companhia para a noitada de estudo que se segue!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Se calhar era diferente...

... se em vez de estarmos a fazer desenhinhos nas aulas de farmacologia e a dizer porcarias, estivessemos a ouvir metade do que lá se passava. Se calhar isto até era mais fácil de estudar agora!
Por outro lado, não teria a piada que tem quando abro uma página e encontro estas pérolas...


Diz o prof de Saúde Mental que quem desenha com riscos é emocionalmente carente. Isso é porque ele ainda não me conheceu a mim, que efectivamente até para desenhar com riscos tenho uma séria dificuldade. Não sou uma mulher de artes, pronto. Gostava, mas não consigo. Garanto que até quando estou emocionalmente preenchida não faço melhor do que o que a IL fez nas minhas desgravadas.

Melhores 5 minutos deste último semestre

Estava eu a estudar Introdução à Saúde Mental (sim, sim, já sei, é irónico sim, engraçadinhos)deitadinha por cima da minha cama, com o cabelo todo despenteado e com a minha fantástica roupa de estudo que inclui umas calças vermelhas larguíssimas e uma camisola vermelha com carapuço bem velhinha quando ouço o meu irmão bater à porta do quarto.
Perguntou se podia entrar, disse-lhe que sim e entra-me disparada no quarto a IR!!!!!!! A IR VOLTOU!!!!!!! Veio preta lá do Brasil, mete raiva. Disse-me que estava muito mais magra e branquíssima. Expliquei-lhe que ela talvez não se lembrasse, já que neste semestre no Brasil as horas de estudo foram poucas, mas os livros não bronzeiam.
Ficámos abraçadas durante séculos. Depois olhavamos uma para a outra e abraçavamo-nos outra vez. O meu irmão diz que até demos pulinhos de alegria. Eu confesso que dessa parte não me lembro mas acredito que seja verdade.
Contámos as novidades todas em menos de 2 minutos e depois ela teve de se ir embora e eu tive de voltar ao estudo, mas aqueles cinco minutinhos, o saber que ela já está outra vez a 10 minutos de minha casa, que já lhe posso ligar outra vez quando me der na cabeça, que daqui a uns dias, assim que acabe os exames, vamos fazer uma jantarada para contar em pormenor as novidades, valeram ouro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Os tipos de epidemiologia é que sabem!

"...as nossas mãos são instrumentos de medição dos quais podemos ter, por exemplo, a sensibilidade do sexo de uma pessoa."
Ora aí está, para quem ainda tinha dúvidas, as desgravadas de epidemiologia esclarecem!

Estudar depois da meia noite

Falta-me estudar uma aula de epidemiologia.
Olho para o programa, vejo o tema, vejo que há um capítulo exactamente com o mesmo tema no livro. Fico contente como se tivesse ganho a lotaria e começo a ler.
Farto-me ao fim da primeira página.
Penso que se calhar há slides da aula. Afinal houve quem tivesse 18 no ano passado só a ler slides, não me importo nada de ter 18 também.
Abro a pasta dos slides.
Vejo que é a aula com o ficheiro mais pesado, mas ainda assim não me intimido, não pode ser pior do que o livro.
Abro o ficheiro.
149 slides.
MAS COMO É QUE É POSSÍVEL ALGUÉM TER DADO UMA AULA DE UMA HORA COM 149 SLIDES???????????
Acho que vou dormir enquanto penso como vou (não) estudar esta última aula.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Epidemiologia

"A taxa de mortalidade infantil é um bom indicador socioeconómico de um país. Portugal apresenta a 3ª taxa de mortalidade infantil mais baixa do mundo".

Ah, pois sim... deve ser por isso que temos a 3ª situação socioeconómica mais favorável do mundo...

Já disse aqui que não gosto de epidemiologia? Se não disse ainda digo agora. Não gosto. Nada.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Obrigada Essência

Porque os bons conselhos são para seguir (e porque efectivamente começo a achar que não há nada que eu não tenha no meu armário), ontem estudou-se assim:


E hoje continua...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ainda em época de exames

Estou com uma dor de cabeça incrível.
Não sei é se é de estudar imagiologia ou se é das obras cá em casa com martelos, berbequins e outras coisas barulhentas das quais desconheço o nome...
Provavelmente é mesmo da imagiologia.

sábado, 29 de janeiro de 2011

...

I don’t know but I think I may be fallin’ for you...

Contagem decrescente quase em telegrama

1 já foi.
Faltam 3.
Férias à vista!:)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Maturidade

Os meus pais nunca me deram playstations. Sempre quis, delirava com os meus amigos que tinham e que podiam discutir todos os jogos entre eles, mas nunca consegui convencer os meus pais a darem-me uma.
Lá para os meus 10 anos consegui um gameboy pocket. Anos mais tarde o color. E já bem mais tarde o advance. E as regras sempre foram bem claras. Máximo de 15 minutos por dia.
Claro que esses 15 minutos eram contornáveis, que aproveitava o tomar o pequeno-almoço sozinha para jogar mais uns minutos. Depois quando chegava da escola também jogava às escondidas. E às vezes, à noitinha, debaixo dos lençois com uma lanterna ligada ainda passava um ou outro nível. Mas ainda assim nunca jogava muito tempo. No máximo uma hora por dia (para verem a extensão da minha rebeldia).
Entretanto mudei de casa e já não via os meus gameboys há uns bons anos. Até ontem. Em que o meu irmão entrou no meu quarto e disse que aquilo estava no quarto dele.
E tenho a dizer-vos que claramente ainda não tenho maturidade suficiente para ter consolas, que felizmente tenho resistido à tentação de comprar uma consola cá para casa, porque assim que pego no meu gameboy color ou no advance (o pocket continua desaparecido) tenho 10 anos outra vez. E jogo às escondidas, sem som para ninguém me chatear! (30 minutos entre ontem à noite e hoje... é só mais uma coisa com que perder tempo em época de exames. Parece que nunca há coisas suficientes...)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dias do mês

Não faço a mínima ideia de que dia do mês é hoje e confesso que a noção de dias da semana também já teve tempos mais felizes.
Agora a minha orientação temporal baseia-se em: "estou a uma semana da oral de introdução à clínica" e em "estou a um mês de estar de férias".
Estamos portanto algures no fim de Janeiro.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UUUFFFFAAAAAAAAAAAAAAAA

Ainda sou Virgem.
Respirem, podem continuar a mandar as piadas do "ah e tal, vais ser virgem a vida toda blá blá"
Pelo menos não sou como muitos de vocês que mudam de signo como quem muda de camisa!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O problema de estudar no computador

Abro o chat. Ele está lá.
Desligo o chat. Falo? Não falo. Tenho de estudar.
Oiço mais um som cardíaco. Já o conheço de cor. Tu-turum, tu-turum, tu-turum. Descrevo.
Abro o chat. Ele ainda está lá.
Falo? Não falo. Tenho de estudar. Não é boa altura.
Fecho o chat.
Oiço mais um som. Daqueles esquisitos. Tum-pffff-turum-click e coisas afins. Descrevo.
Decido: Vou falar. Abro o chat.
Ele não está lá.
E volto aos sons.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Microbiologia parte III

Acabo de enviar a última apresentação deste semestre à turma de microbiologia.
Confesso que vou ter saudades.
Com eles aprendi muito e relembrei aquilo que já sabia. Aprendi a falar melhor em público e sobre todos os assuntos. É a vantagem de ter uma turma de rapazes, adoram falar sobre erecções e algálias e coisas do género. E eu tive de falar e de ser mulherzinha o suficiente para não deixar a conversa descambar demasiado.
Aprendi a fazer apresentações mais bonitas. Mais simples. E a restringir-me ao essencial.
Fiquei toda inchada das várias vezes que entrei nas salas de estudo e os vi lá com os meus slides impressos a estudar.
Tornei-me mais responsável e mais prestável.
Aprendi a acordar a meio da noite com dúvidas de microbiologia no telemóvel e a levantar-me para ir confirmar aos livros.
Cresci e acho que saí a ganhar.

E agora... o que é que vou fazer à minha vida às 5ªs e 6ªs das 18H às 20H? É que a brincar a brincar acabo de ganhar mais 4 horas por semana para mim, fora o tempo que "perdia" a estudar as aulas e a fazer as apresentações.
De repente parece que tenho imenso tempo para estudar para os exames... Mas quer-me parecer que esta sensação não vai durar muito tempo:p

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Constatação

Em época de exames os dias deviam ter 48 horas em vez de 24.
Talvez assim o facto de estar a duas semanas do primeiro exame e praticamente ainda em branco não parecesse tão assustador.
Há-de se fazer, este ano não estou para pessimismos. Verdade verdadinha, já fiz coisas bem mais complicadas do que a épode de exames que se adivinha. E desta vez até nos deixam ir repetir os exames em Setembro se chumbarmos. Mas há sempre aquele nervoso miudinho. Sempre aquela pressão quando no fim do dia risco o dia que passou no calendário e volto a contar a quantos dias estou dos dias mais rápidos da minha vida.
Como é que é possível que já tenha passado mais um semestre?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Casa II

Pequeno-almoço ao domingo de manhã

Mãe: JOANAAAAAAAA ANDA COMMMMMEEEEEERRRRRR
Jo (ainda de baixo dos lençois): VOOUUUU JÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ
Mãe: VEM AGORAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Jo: JÁ VOOOUUUUUUUUUUUU
Mãe: FILHAAAAAAAAAAA
Jo: JÁ VOU MÃE!!!
Mãe: ANDA COMER!!!
Deixo de responder. Finalmente levanto-me e desço.
Mãe: O que queres comer?
Jo: Ainda não tenho fome. Vou só beber um copo de leite depois como qualquer coisa mais tarde.
Mãe: Não queres uma torrada?
Jo: Não mãe, não tenho fome.
Mãe: Vou pôr-te uma torrada a fazer.
Jo: Mãe, não quero torrada, não tenho fome...
Mãe: Uma torradinha com doce?
Jo: Mãe, não quero!
Mãe: Este pão está um espectáculo, come lá a torradinha.
Jo: Já disse que não me está a apetecer, não tenho fome.
Mãe: Come lá uma torradinha...
Jo: Ai mãe, está bem, dá-me lá a torrada.
Mãe: Vou-te pôr outra a fazer.
Jo: O QUÊ?????
Mãe: Não vais comer só uma torrada e um copo de leite!!!

HHHHEEEEELLLLLPPPPPPPPPPPPPPPPP

Casa

Há uns meses...
Pai: Filha, daqui a uns tempos vamos ter obras cá em casa. Tenho de marcar a data. Quando é que te dá jeito?
Jo: Quando quiserem desde que não seja na minha época de exames.

Querem tentar adivinhar quando vão ser as obras?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Auto-diagnósticos

Pois que afinal não era gripe. Hoje acordei com 37,5ºC, tudo muito bem, rebolei para um lado da cama, rebolei para o outro e quando tiro outra vez a febre, 38,8ºC!
Ben-u-ron e a febre que não baixa e eis que de repente se faz luz: se calhar já vias a garganta não?
E pronto, tenho uma bola de futebol branca na minha amigdalazinha (amigdalazorra hoje) direita.
E já ganhei o dia, diagnósticos de amigdalites é comigo!
Agora é só convencer a médica a não me dar injecção de penicilina no rabo, que isso dói como tudo e eu sou muito fiteira e prefiro um clavamoxzinho (comprimidos):)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Six pack

Eu até concordo que precisava de trabalhar os abdominais.
Escusava era de ser graças a uma gripe com uma tosse horrível...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pára tudo!!!

A Morce faz anos!!!
E como já toda a gente escreveu sobre isso, eu também tenho de escrever porque senão ela deixa de gostar de mim (ela é assim...)
Hoje a Morce fica novamente mais velha do que eu e isso é uma coisa que me deixa muito feliz.
Outras coisas que me deixam feliz são o ter uma amiga fofinha e espectacular como a Morce (não estavas à espera desta hein?:p)
A Morce está sempre pronta a marcar um jantar de Drama Queens sempre que é preciso ou até mesmo quando não é preciso. Eu e a Morce não nos vemos assim tantas vezes como isso mas ainda assim ela faz parte da minha vida, de tal forma que lá na faculdade não há quem não saiba quem é a Morce. Já partilhámos risos, lágrimas, palhaçadas (90% das partilhas são pura parvoíce), e até já sobrevivemos juntas a um jantar cozinhado pelas mini-dramas!

Acima de tudo e moral da história:
Gosto muito da Morce.
E a Morce é FIXE:p

Parabéns:)