sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sevilha

Foram 6 dias em que andei por quase todas as ruas de Sevilha.
Vi catedrais, basílicas, capelas, museus, palácios, jardins, vários monumentos... Não andei num único transporte desde que lá cheguei até me ir embora. Foi sempre tudo a pé. Fazia vários quilómetros por dia e acho que por isso fiquei a conhecer melhor a cidade.
Adorei.
As ruas, os cheiros, a comida (se não fossem as distâncias que fazia diariamente as minhas ancas e rabo haviam de carregar uma lembrança desta cidade durante longos meses).
Revi amigos que não via já há uns tempos e é sempre bom perceber que é como se ainda ontem tivéssemos falado, porque a conversa flui como sempre, sem dificuldade.
Conheci a faculdade de medicina de Sevilha (não ao pormenor, não estive lá muito tempo), falei com algum pessoal de lá e comparámos cursos e ganhei boas ideias para os semestres que se avizinham.
Foi bom. A companhia não podia ter sido melhor, diverti-me como não me divertia há muito tempo, a ponto de chorar a rir e estava a precisar desta quebra entre semestres.
A seu tempo virão as fotografias.
Agora é preparar para o próximo, que já está à porta.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Desde há uns 10 anos para cá que passo férias de verão sempre no mesmo sítio. É uma zona de praia, familiar, onde toda a gente se conhece.
Sempre houve varias famílias com miúdos da minha idade. Eu nunca fiz um único amigo lá.
O meu irmão é o contrário. Chega à praia e demora uns 10 minutos a chegar à beira-mar entre apertos de mão e beijos aos amigos e amigas e aos tios todos.
Eu não tenho paciência. Começo a ver irmãos a tratarem-se por você e fico logo doente.
Sempre fui aquela personagem meia estranha naquela praia em que toda a gente se conhece. Chegava à praia, ia direitinha até à beira mar sem parar uma única vez, sentava-me na minha toalha, e ali ficava a ler um livro ou a escrever durante longas horas, alternando com um ou outro mergulho. O meu irmão ficava furioso comigo porque os amigos dele comentavam, perguntavam se eu era só tímida ou se tinha algum problema ou assim. E por mim era para o lado que eu dormia melhor. Não sou tímida nem tenho nenhum problema (diagnosticado pelo menos). Simplesmente gosto do meu espaço e do meu tempo e não estava para ali virada.
Nunca tive facilidade em fazer amigos. Sou simpática, regra geral, e educada. Desde que ninguém me chateie eu não chateio ninguém e podemos viver todos em alegre convivência. Mas não tenho facilidade em fazer Amigos. Posso dizer-vos que devo ter uns 10 Amigos. Pessoas com quem efectivamente me preocupo. Que são família, só não o são de sangue. Alguns deles passo meses sem os ver. Alguns até meses sem falarmos. Sei que estão bem, sabem que eu estou bem e isso chega. E quando estamos juntos é como se não nos víssemos apenas há umas horas, porque a conversa flui e todas as emoções estão lá. Não sou exigente com as amizades. Que não me falhem quando eu preciso, é só o que peço. Tento não falhar quando precisam também.
Pode ser um problema meu. Talvez seja emocionalmente desajustada.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

:)

Assim vai custar muito menos estudar o que falta:)


Pelo menos, assim se espera...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Magra que nem um cão

Épocas de exames - A deixarem-me magra que nem um cão desde 2008


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Como é que já fiz tantos exames

E mesmo assim ainda faltam tantos?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Farta

Estou farta desta época de exames.
Farta de exames na realidade. Este é o problema de estar num curso com 6 anos. A maioria dos meus colegas do secundário já fizeram os cursos, acabaram ou estão a acabar os mestrados, trabalham, muitos já saíram de casa dos pais, têm a sua independência...
E eu aqui. Igual ao que estava há 4 anos e tal atrás, sentada na mesa da sala com apontamentos de otorrinolaringologia à frente que vieram substituir os de anatomia, fisiologia, bioquímica, microbiologia, genética, introdução à clínica, psiquiatria, oftalmologia ou cirurgia geral que em anos passados me fizeram companhia. Na minha 9ª época de exames. A penúltima, assim se espera.
Estou farta. Farta de andar sempre com a corda no pescoço. Farta de saber que não posso falhar. Porque se por acaso falhar este é novamente ano barreira e portanto não há passagens para o 6º ano com cadeiras por fazer.
Farta de recusar convites. Farta de deixar amigos e família em segundo plano. Farta de responder "hoje não dá, estou em época de exames". Farta de faltar a jogos de futebol, jantares de aniversário, jantares só porque sim, cinemas e teatros. Farta disso tudo.
Nesta época de exames tenho garantidamente 9 exames. Depois consoante as notas que tenha posso ter de fazer oral a 4 deles. Portanto com muito azar posso ter 13 exames para fazer este semestre. Coisa pouca como podem ver. E não, não tenho cadeiras em atraso, é mesmo tudo deste semestre. Um já está. Sexta será o próximo.
Estou farta. Ainda estamos no início de Janeiro e eu já só quero que chegue o fim de Julho com a certeza de que em Setembro inicio um ano só de estágio clínico.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quem é?

Ha umas 2 semanas a minha mãe chegou ao pé do K por detrás, tapou-lhe os olhos e perguntou:

Mãe - quem é?
K - sou eu
Mãe - nao, quem é?
K - é o K!!!
Mãe - nao! Quem é que está a tapar os teus olhos?
K - ah, é a tia!

No Natal repetiu:
Mãe - quem é?
K hesitou uns segundos, pensou e respondeu - sou eu e a tia!