domingo, 13 de maio de 2012

Desafio


Pois que já que a ' nos deixou à vontade, roubei-lhe o desafio: 

Regras:
1. Dizer 7 factos sobre ti (dos quais 3 são mentira);
2. Desafiar os seguidores a descobrir quais os 3 que são falsos;
3. Fazer um post a denunciar as tuas mentirinhas uns dias depois;
4. Passar o desafio a 5 seguidores que consideres merecedores, e a quem queiras agradecer o carinho que têm tido contigo;

Passando então aos factos: 
1 - Tenho medo de gatos.
2 - Sou incapaz de estar na praia sem ir ao mar.
3 - Já comecei uma relação graças ao facebook.
4 - No 9º ano estava indecisa entre ciências, economia ou ir para o conservatório.
5 - Durmo uma média de 7 horas por noite durante a semana.
6 - 
Tenho dezenas de poemas que escrevi quando era adolescente que só foram lidos por 5 pessoas.
7 - Quando gosto das pessoas faço questão de lhes dizer.

Quanto à parte de passar o desafio, queridos seguidores, levem-nos à vontade;)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Esclarecida

Black patients are those of African or Caribbean descent and not mixed-race, Asian or Chinese patients.
Kumar

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Planos de Verão 2012 - Parte I

Às 23:50 tocou o meu despertador para me avisar de que estava quase na hora de iniciarem as inscrições nos estágios de verão.
Não sei se é vício, se amor pelo que faço (ou quero um dia vir a fazer) ou simplesmente estupidez.
Facto é que, novamente, 2 semanas das minhas férias de Verão serão, se tudo correr bem, passadas em estágio voluntário num hospital. E mal posso esperar por saber os resultados das colocações.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dos últimos dias

Os últimos dias têm sido desgastantes. Sempre a correr de um lado para o outro, com a sensação de estar permanentemente numa oral porque a cada minuto alguém me pergunta qual é o prognóstico, porque está a fazer o medicamento X ou Y, porque esteve entubado, porque é que já não está, o que é um coma profundo, o que é que isso significa, se vai voltar a acordar, porque é que não se faz um transplante, qual o resultado da TAC... como se eu soubesse... e eu não sei... não sei porque não conheço a pessoa em questão. Não sei porque, pela primeira vez na minha vida entrei numa Unidade de Cuidados Intensivos sem fazer a mínima ideia do que estava à espera de encontrar, ou de quem. Não sei porque há coisas que eu ainda não tenho de saber. E eu estudo, e procuro nos livros e falo com colegas e tento fazer o melhor que sei, mas o melhor que sei não é o suficiente porque mesmo que soubesse tudo não está nas minhas mãos. E eu sei disso mas devo ter um qualquer "complexo de salvadora", uma incapacidade de ficar quietinha no meu lugar a ver as coisas acontecerem lá fora.
E depois no final de tudo isto, mesmo para acabar em grande vem a pergunta que me fazem todos os dias uma média de 10 vezes: "Então e já escolheu a especialização?". E eu respiro fundo. Bem fundo. E digo com um sorriso que não.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Imagem


E se ficaram curiosos com o que raio foi esta cena a que assisti podem ler aqui porque a I. fez o favor de a relatar por mim.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Do banco

Cheguei agora a casa.
Hoje estive uma hora na sala de reanimação com uma senhora em paragem respiratória.
Chamaram a minha médica e eu, como me compete, fui a correr atrás (tenho vindo a ficar espectacular nesta tarefa!).
Quando entrei vi uma senhora deitada ligada ao monitor com fios e mais fios e ECG e braçadeira e monitores e acessos e tudinho a que tinha direito. Pessoas! Muitas pessoas de um lado para o outro naquela sala. Todas a mexerem-se depressa mas com ar de quem sabia o que estava a fazer. Estavam a tentar entubar mas a senhora tinha umas cordas vocais algo estranhas e parece que não se via nada lá para dentro.
Pediram-me para ficar com o cuff. Aquele balãozinho que se vai apertando para "obrigar" a pessoa a respirar. Sim, objectivamente não é nada de extraordinário. Entre apertar aquilo ou uma bola anti-stress não há grande diferença. Mas deixem-me lá ficar contente com o que eu fiz.
Continuando, foi quase uma hora ali dentro. E pica-se a senhora. E ai que se sente o pulso mas o sangue não sobe. E ai ai ai ai ai que o coração vai parar. E ufffaaaaa não parou... E dá mais 2 mg de Midazolan... E agora mais dois... E ai que vai vomitar!!! Aspira aspira aspira!!! E quais são os antecedentes? Alguém sabe quanto era a glicémia? E a PCR? E alguém que vá ver com urgência os resultados da gasimetria! E a máquina que dá erro! E repete-se a gasimetria! Mais 2 de Midazolan!! Quanto é que já demos??? Mais 2!!! E entuba! E não está no sítio certo! E tenta outra vez! E continua fora do sitio! Dá mais 2 de Mida! Tente outra pessoa! Continua a não dar!!!
E no final deu. E a senhora safou-se (pelo menos desta). E eu, que achei que ia estar a tremer por todos os lados não tremia. Tudo isto pareceu ser uma calma incrível. Era eu, o cuff, as seringas de gasimetria e a doente. E a única coisa que me choca no meio disto tudo é... Não faço a mínima ideia do nome da senhora, não me lembro de quantos anos tem e se passasse por ela na rua amanhã não a ia reconhecer...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

2 de Abril

Algures na semana passada lembrei-me de que estava a chegar o dia das mentiras e interroguei-me de se não me iria passar uma coisinha má pela cabeça nesse dia, uma vontade súbita de ir desenterrar recordações que já estão bem guardadas na sua gaveta especial do passado.
Nos últimos anos este não tem sido o meu dia favorito. Tem sido um dia nostálgico, dia de fazer asneiras, dia de se pensar no que não se deve.
Pois que agora já é dia 2. E só agora é que me apercebi de que ontem foi dia 1. E quando me apercebi disso encolhi os ombros e sorri. E pensei que se não fosse já tão tarde até ligava à IL e ela ficava orgulhosa de mim também. Pazes feitas com o dia das mentiras e acima de tudo um orgulho gigante de mim mesma e aquela sensação de alívio de sentir que tudo está bem resolvido.
E hoje, dia 2, é dia de festa!