Uns ficam contentes porque vão aos saldos e compram três mil peças de roupa por metade do preço.
Outros ficam contentes porque têm uns diazinhos de férias.
Outros ficam contentes porque reencontram os amigos e colegas depois das férias de Natal.
Eu fico contente porque fiz o meu primeiro toque rectal! Enaaaaaaa tão crescida que eu estou!!!!!!!!!!!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Lanterninha
Jo às 2 da manhã: Ar importante, bata vestida, a falar com doentes, a discutir coisas com os médicos, a dar opiniões (ou certezas, que quando não tenho a certeza fico bem caladinha para não parecer estúpida. É o segredo).
Jo às 2:30 da manhã: À procura do carro num beco sem iluminação algures ao pé do hospital, ainda de bata vestida, com um frio de rachar, a usar a lanterninha de ver gargantas dos doentes para tentar ver alguma coisa.
Jo às 2:40 da manhã: A pensar que há duas pessoas mesmo ao pé do carro dela e que vai na volta estão ali para a roubar, violar, raptar e eventualmente assassinar depois. A ordem não teria de ser necessariamente esta. A pensar também se quem quer que fossem seriam capazes de fazer alguma coisa a uma pessoa com bata vestida.
Jo às 2:43 da manhã: Apercebe-se de que a passear-se por um beco sem iluminação a essas horas a iluminar o caminho com uma lanterna de ver gargantas está mesmo a pedi-las.
Jo às 2:44 da manhã: Entra no carro, tranca as portas e vem para casa. E não, não aconteceu nada. (Confessem lá que já estavam à espera de um autêntico fim de policial...)
Jo às 2:30 da manhã: À procura do carro num beco sem iluminação algures ao pé do hospital, ainda de bata vestida, com um frio de rachar, a usar a lanterninha de ver gargantas dos doentes para tentar ver alguma coisa.
Jo às 2:40 da manhã: A pensar que há duas pessoas mesmo ao pé do carro dela e que vai na volta estão ali para a roubar, violar, raptar e eventualmente assassinar depois. A ordem não teria de ser necessariamente esta. A pensar também se quem quer que fossem seriam capazes de fazer alguma coisa a uma pessoa com bata vestida.
Jo às 2:43 da manhã: Apercebe-se de que a passear-se por um beco sem iluminação a essas horas a iluminar o caminho com uma lanterna de ver gargantas está mesmo a pedi-las.
Jo às 2:44 da manhã: Entra no carro, tranca as portas e vem para casa. E não, não aconteceu nada. (Confessem lá que já estavam à espera de um autêntico fim de policial...)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal!!!
Ontem o meu irmão disse-me:
"Qualquer dia já não há Pai Natal cá em casa... Os miúdos estão a crescer e daqui a nada já ninguém acredita..."
Ao fim da noite, já depois de o Pai Natal ter vindo, a minha tia perguntou ao K (que não quis tirar o casaco nem a gravata a noite inteira) se queria ir vestir o pijaminha como a mana para poder ir logo a dormir e a resposta, muito ofendido do alto dos seus 7 anos acabados de fazer foi:
"Não!!!! Os meninos crescidos não podem vestir pijama!!!"
Portanto, o Pai Natal cá em casa está condenado... Mais ano menos ano e trocamos os presentes em mão...
Quero Pai Natal para sempre!!!
A todos vocês que não têm estes dramas existenciais, um Feliz Natal:)
"Qualquer dia já não há Pai Natal cá em casa... Os miúdos estão a crescer e daqui a nada já ninguém acredita..."
Ao fim da noite, já depois de o Pai Natal ter vindo, a minha tia perguntou ao K (que não quis tirar o casaco nem a gravata a noite inteira) se queria ir vestir o pijaminha como a mana para poder ir logo a dormir e a resposta, muito ofendido do alto dos seus 7 anos acabados de fazer foi:
"Não!!!! Os meninos crescidos não podem vestir pijama!!!"
Portanto, o Pai Natal cá em casa está condenado... Mais ano menos ano e trocamos os presentes em mão...
Quero Pai Natal para sempre!!!
A todos vocês que não têm estes dramas existenciais, um Feliz Natal:)
domingo, 18 de dezembro de 2011
E se o Natal está a chegar...
... Não pode vir sozinho!
Para a maioria das pessoas as férias de Natal são sinónimo de tempo para descansar e não fazer nada. Tempo para estar com a família e os amigos a comer broas e bolo rei e sonhos e fatias douradas e fazer serões à lareira. Tempo para fazer compras, tempo para passear e ir passar uns dias fora.
Para mim as férias de Natal são o mais próximo que tenho daquilo a que alguns chamam de férias de ponto. Sim, porque nós somos tão bons mas tão bons na nossa faculdade (NOT!) que não precisamos cá dessas mariquices das férias de ponto. Connosco é aulas até 6ª e exames na 2ª seguinte que o fim-de-semana chega muito bem. Sempre foi assim, já é o 4º ano disto e portanto já não me queixo (isso é para os caloiros, que são fraquinhos...).
Ontem inaugurei a época de estudo a sério. Quase 10 horinhas de estudo para começar. Já quase que tinha saudades daquela sensação de cabeça a explodir com conhecimento adquirido. Hoje já está boa, o que deve querer dizer que boa parte do conhecimento adquirido ontem já se evaporou. E assim se vão passar os próximos dias, a tentar encher a minha cabeça que mais parece uma banheira com o ralo aberto (é o início da época de estudo, ainda não se pode pedir muito).
Para a maioria das pessoas as férias de Natal são sinónimo de tempo para descansar e não fazer nada. Tempo para estar com a família e os amigos a comer broas e bolo rei e sonhos e fatias douradas e fazer serões à lareira. Tempo para fazer compras, tempo para passear e ir passar uns dias fora.
Para mim as férias de Natal são o mais próximo que tenho daquilo a que alguns chamam de férias de ponto. Sim, porque nós somos tão bons mas tão bons na nossa faculdade (NOT!) que não precisamos cá dessas mariquices das férias de ponto. Connosco é aulas até 6ª e exames na 2ª seguinte que o fim-de-semana chega muito bem. Sempre foi assim, já é o 4º ano disto e portanto já não me queixo (isso é para os caloiros, que são fraquinhos...).
Ontem inaugurei a época de estudo a sério. Quase 10 horinhas de estudo para começar. Já quase que tinha saudades daquela sensação de cabeça a explodir com conhecimento adquirido. Hoje já está boa, o que deve querer dizer que boa parte do conhecimento adquirido ontem já se evaporou. E assim se vão passar os próximos dias, a tentar encher a minha cabeça que mais parece uma banheira com o ralo aberto (é o início da época de estudo, ainda não se pode pedir muito).
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Dear Future Me
Já há 2 anos que tenho por hábito escrever uma carta a mim mesma pelo FutureMe. Ontem recebi a que tinha escrito no ano passado e não podia ter ficado mais contente. Ora vejamos:
"(...) Quanto a ti, dear future me, espero que esta carta te encontre com muitos e bons amigos à volta, que não tenhas perdido a IL nem a LL nem as tuas Dramas (e ainda aqui andam). Espero que a família se encontre bem e de saúde e que o K esteja muito melhor (o K nem parece o mesmo!). Também não seria mau se estivesses com outra pessoa ao lado, alguém da tua idade mais-coisa-menos-coisa, que te amasse e respeitasse e que tivesse um bom sentido de humor (e não é que até isso aconteceu???) (...) O importante é que daqui a um ano te encontre uma pessoa diferente, com o LP bem guardadinho num lugar especial do coração-passado e com o coração-presente bem mais disponível para novas histórias (done;))".
Portanto, acho que 2011 vai terminar muuuuuuuuuito bem:)
"(...) Quanto a ti, dear future me, espero que esta carta te encontre com muitos e bons amigos à volta, que não tenhas perdido a IL nem a LL nem as tuas Dramas (e ainda aqui andam). Espero que a família se encontre bem e de saúde e que o K esteja muito melhor (o K nem parece o mesmo!). Também não seria mau se estivesses com outra pessoa ao lado, alguém da tua idade mais-coisa-menos-coisa, que te amasse e respeitasse e que tivesse um bom sentido de humor (e não é que até isso aconteceu???) (...) O importante é que daqui a um ano te encontre uma pessoa diferente, com o LP bem guardadinho num lugar especial do coração-passado e com o coração-presente bem mais disponível para novas histórias (done;))".
Portanto, acho que 2011 vai terminar muuuuuuuuuito bem:)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Aqui já chegou...
...O NATAL!!!!
O estudo para o teste de 4ª feira já se faz ao som de músicas de Natal.
Discutem-se presentes, a quem se vai dar presentes (pois, é a crise...), como poupar nos presentes... Já tenho uma lista dos felizes contemplados deste ano no meu ambiente de trabalho. Na realidade não é muito diferente da lista do ano passado. Apenas um pouco mais restrita e nem é pela crise.
Ontem, no shopping já se viam pessoas com caixas e caixas embrulhadas debaixo dos braços. Fui à loja da Disney ver coisas para a C. e senti-me outra vez miúda também eu a olhar para os vestidos das princesas. Se a Jo com 4 anos me visse agora ficava contente de certeza! Tudo o que a mini-Jo queria, com todas as fantasias que fazem parte da idade e que pareciam tão irreais há uns tempos atrás, a Jo de 22 anos tem. Pondo de parte o cabelo liso e automaticamente penteado. Esse presente de Natal não me parece que algum dia vá ter, por mais Natais que passem.
O estudo para o teste de 4ª feira já se faz ao som de músicas de Natal.
Discutem-se presentes, a quem se vai dar presentes (pois, é a crise...), como poupar nos presentes... Já tenho uma lista dos felizes contemplados deste ano no meu ambiente de trabalho. Na realidade não é muito diferente da lista do ano passado. Apenas um pouco mais restrita e nem é pela crise.
Ontem, no shopping já se viam pessoas com caixas e caixas embrulhadas debaixo dos braços. Fui à loja da Disney ver coisas para a C. e senti-me outra vez miúda também eu a olhar para os vestidos das princesas. Se a Jo com 4 anos me visse agora ficava contente de certeza! Tudo o que a mini-Jo queria, com todas as fantasias que fazem parte da idade e que pareciam tão irreais há uns tempos atrás, a Jo de 22 anos tem. Pondo de parte o cabelo liso e automaticamente penteado. Esse presente de Natal não me parece que algum dia vá ter, por mais Natais que passem.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Jo vs. Planos
Como 4ª feira devia ter corrido:
Teria pegado no meu carrinho às 9 horas, tinha chegado ao hospital nº 1, tinha feito coisas super interessantes, tinha saído por volta do meio dia e meia para chegar ao hospital nº 2 ainda a tempo de almoçar e ir assistir às consultas de neurologia com a IL das 14:00 até hora indefinida, a apontar para as 20:00.
Como 4ª feira efectivamente correu:
Peguei no meu carrinho às 9 horas, apanhei transito até ao hospital nº 1, cheguei em cima da hora (felizmente ainda antes do médico Big Boss). Vi coisas moderadamente interessantes e saí por volta do meio dia e meia. Liguei à IL para saber se ela já tinha conseguido sair do hospital nº 3 e ela não atendeu. Calculei que ainda lá estivesse e pus-me a caminho do hospital nº 2. Cheguei ao hospital nº 2, estacionei e liguei à IL. A IL continuava a não atender, ou seja, ainda estava no hospital nº3. Olhei para o relógio e pensei: "eu demoro 10 minutos até ao hospital nº 3. Vou buscá-la e ainda chegamos a tempo de comer uma sopa antes das consultas. Senão ela não vai conseguir chegar a horas se vier de metro". Mandei-lhe mensagem a dizer que a ia buscar, tirei o carro do lugar e pus-me a caminho. Andei 100 metros e caí num buraco gigantesco. Disse meia dúzia de asneiras daquelas que não reproduzo por escrito num blog e quando cheguei a uma estrada a direito tirei as mãos do voltante para ver a direcção do carro. Parecia tudo bem.
Quando parei no semáforo seguinte olhei para o lado e tinha um taxista a gesticular dentro do carro a pedir-me muito agitado que baixasse a janela. "Oh menina, tem o pneu da frente do lado direito todo em baixo! É melhor ir a uma estação de serviço trocá-lo". Repeti desta vez para dentro as asneiras que tinha dito minutos antes e, como profunda conhecedora que sou de Lisboa, pedi logo ao senhor taxista que me explicasse onde era a estação de serviço mais próxima.
Cheguei lá, encostei o carro e mandei mensagem à IL a dizer que afinal ia ter de ir de metro porque tinha rebentado um pneu e eu ia chegar atrasada de certeza. Ela que fosse andando e explicasse à prof o que se tinha passado.
Chamei um senhor da bomba de gasolina e disse-lhe que tinha caído num burado e rebentado um pneu. E ele disse que se calhar estava só sem ar. Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Ele tentou enchê-lo. O pneu vazou (que surpresa...). Depois ele disse-me: "deve ter sido um prego que se espetou". Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Pediu-me para entrar no carro e andar um bocadinho para a frente só para a roda dar a volta e ele tentar encontrar o buraco do prego. Nesta altura desisti de lhe explicar que tinha caído num buraco.
Perguntou-me se queria ajuda para mudar o pneu. Disse-lhe que sim e depois lembrei-me que o meu carro não trazia pneu extra. Trazia uma pastazinha maricas para se meter no pneu furado que supostamente tapava o furo. Acontece que isso só funciona quando é efectivamente um prego. Porque quando o pneu rebenta não há pastazinha que resolva o que quer que seja. O senhor, que continuava convencidíssimo de que eu tinha um prego espetado no pneu começou a meter a pastazinha lá para dentro. Não deu em nada. Resultado: Tem de se chamar um reboque.
Recorro então ao plano P: Plano Pai. Expliquei-lhe onde estava e ele chamou um reboque e disse que ia lá ter. Nisto liga a IL a perguntar se quero que ela vá ter comigo. Expliquei-lhe que a prof nos fuzilava se não aparecessemos nas consultas e mandei-a seguir sem mim. Entretanto o meu pai chegou e ficámos lá à espera do reboque e eu a pensar que já estava no mínimo chumbada a neurologia. Mandei uma mensagem à IL a pedir-lhe que dissesse à professora que ainda ia tentar ir às consultas do fim da tarde e que se ela quisesse compensava com outro dia de consultas ou um banco. Ao que a IL me respondeu: "A prof cancelou as consultas". Pelos vistos cancelou as consultas e esqueceu-se de nos avisar (porque estarmos a correr entre hospitais não nos dá trabalho nenhum. Eu pessoalmente até adoro pagar portagens).
Chegou o reboque e fui para a oficina. Era só trocar os pneus e ir para casa. Isto se... houvesse os pneus do meu boguinhas. "Ah e tal que estes pneus saem muito pouco, temos de mandar vir, só amanhã e mesmo assim não garanto... e precisa de dois porque não pode trocar só um... e pronto, são 400 euros". 400 EUROS DOIS BOCADOS DE BORRACHA REDONDOS!!! Voltei a dizer as asneiras para dentro, porque também não se dizem asneiras ao pé do pai.
Vim para casa com o meu pai enquanto rogava pragas à prof de Neurologia que é bom que me dê boa nota já que gastei 400 euros para vir ter com ela às consultas que ela não deu. E o meu boguinhas passou a noite fora, sozinho, numa garagem escura, a preparar-se para ser amputado em ambos os membros dianteiros... Felizmente tudo correu bem e já está 100% operacional, recuperou depressa. Já o mesmo não se pode dizer da carteira do meu pai. Essa ainda vai demorar a recuperar, foi uma cirurgia bem mais agressiva...
Teria pegado no meu carrinho às 9 horas, tinha chegado ao hospital nº 1, tinha feito coisas super interessantes, tinha saído por volta do meio dia e meia para chegar ao hospital nº 2 ainda a tempo de almoçar e ir assistir às consultas de neurologia com a IL das 14:00 até hora indefinida, a apontar para as 20:00.
Como 4ª feira efectivamente correu:
Peguei no meu carrinho às 9 horas, apanhei transito até ao hospital nº 1, cheguei em cima da hora (felizmente ainda antes do médico Big Boss). Vi coisas moderadamente interessantes e saí por volta do meio dia e meia. Liguei à IL para saber se ela já tinha conseguido sair do hospital nº 3 e ela não atendeu. Calculei que ainda lá estivesse e pus-me a caminho do hospital nº 2. Cheguei ao hospital nº 2, estacionei e liguei à IL. A IL continuava a não atender, ou seja, ainda estava no hospital nº3. Olhei para o relógio e pensei: "eu demoro 10 minutos até ao hospital nº 3. Vou buscá-la e ainda chegamos a tempo de comer uma sopa antes das consultas. Senão ela não vai conseguir chegar a horas se vier de metro". Mandei-lhe mensagem a dizer que a ia buscar, tirei o carro do lugar e pus-me a caminho. Andei 100 metros e caí num buraco gigantesco. Disse meia dúzia de asneiras daquelas que não reproduzo por escrito num blog e quando cheguei a uma estrada a direito tirei as mãos do voltante para ver a direcção do carro. Parecia tudo bem.
Quando parei no semáforo seguinte olhei para o lado e tinha um taxista a gesticular dentro do carro a pedir-me muito agitado que baixasse a janela. "Oh menina, tem o pneu da frente do lado direito todo em baixo! É melhor ir a uma estação de serviço trocá-lo". Repeti desta vez para dentro as asneiras que tinha dito minutos antes e, como profunda conhecedora que sou de Lisboa, pedi logo ao senhor taxista que me explicasse onde era a estação de serviço mais próxima.
Cheguei lá, encostei o carro e mandei mensagem à IL a dizer que afinal ia ter de ir de metro porque tinha rebentado um pneu e eu ia chegar atrasada de certeza. Ela que fosse andando e explicasse à prof o que se tinha passado.
Chamei um senhor da bomba de gasolina e disse-lhe que tinha caído num burado e rebentado um pneu. E ele disse que se calhar estava só sem ar. Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Ele tentou enchê-lo. O pneu vazou (que surpresa...). Depois ele disse-me: "deve ter sido um prego que se espetou". Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Pediu-me para entrar no carro e andar um bocadinho para a frente só para a roda dar a volta e ele tentar encontrar o buraco do prego. Nesta altura desisti de lhe explicar que tinha caído num buraco.
Perguntou-me se queria ajuda para mudar o pneu. Disse-lhe que sim e depois lembrei-me que o meu carro não trazia pneu extra. Trazia uma pastazinha maricas para se meter no pneu furado que supostamente tapava o furo. Acontece que isso só funciona quando é efectivamente um prego. Porque quando o pneu rebenta não há pastazinha que resolva o que quer que seja. O senhor, que continuava convencidíssimo de que eu tinha um prego espetado no pneu começou a meter a pastazinha lá para dentro. Não deu em nada. Resultado: Tem de se chamar um reboque.
Recorro então ao plano P: Plano Pai. Expliquei-lhe onde estava e ele chamou um reboque e disse que ia lá ter. Nisto liga a IL a perguntar se quero que ela vá ter comigo. Expliquei-lhe que a prof nos fuzilava se não aparecessemos nas consultas e mandei-a seguir sem mim. Entretanto o meu pai chegou e ficámos lá à espera do reboque e eu a pensar que já estava no mínimo chumbada a neurologia. Mandei uma mensagem à IL a pedir-lhe que dissesse à professora que ainda ia tentar ir às consultas do fim da tarde e que se ela quisesse compensava com outro dia de consultas ou um banco. Ao que a IL me respondeu: "A prof cancelou as consultas". Pelos vistos cancelou as consultas e esqueceu-se de nos avisar (porque estarmos a correr entre hospitais não nos dá trabalho nenhum. Eu pessoalmente até adoro pagar portagens).
Chegou o reboque e fui para a oficina. Era só trocar os pneus e ir para casa. Isto se... houvesse os pneus do meu boguinhas. "Ah e tal que estes pneus saem muito pouco, temos de mandar vir, só amanhã e mesmo assim não garanto... e precisa de dois porque não pode trocar só um... e pronto, são 400 euros". 400 EUROS DOIS BOCADOS DE BORRACHA REDONDOS!!! Voltei a dizer as asneiras para dentro, porque também não se dizem asneiras ao pé do pai.
Vim para casa com o meu pai enquanto rogava pragas à prof de Neurologia que é bom que me dê boa nota já que gastei 400 euros para vir ter com ela às consultas que ela não deu. E o meu boguinhas passou a noite fora, sozinho, numa garagem escura, a preparar-se para ser amputado em ambos os membros dianteiros... Felizmente tudo correu bem e já está 100% operacional, recuperou depressa. Já o mesmo não se pode dizer da carteira do meu pai. Essa ainda vai demorar a recuperar, foi uma cirurgia bem mais agressiva...
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