domingo, 18 de dezembro de 2011

E se o Natal está a chegar...

... Não pode vir sozinho!
Para a maioria das pessoas as férias de Natal são sinónimo de tempo para descansar e não fazer nada. Tempo para estar com a família e os amigos a comer broas e bolo rei e sonhos e fatias douradas e fazer serões à lareira. Tempo para fazer compras, tempo para passear e ir passar uns dias fora.
Para mim as férias de Natal são o mais próximo que tenho daquilo a que alguns chamam de férias de ponto. Sim, porque nós somos tão bons mas tão bons na nossa faculdade (NOT!) que não precisamos cá dessas mariquices das férias de ponto. Connosco é aulas até 6ª e exames na 2ª seguinte que o fim-de-semana chega muito bem. Sempre foi assim, já é o 4º ano disto e portanto já não me queixo (isso é para os caloiros, que são fraquinhos...).
Ontem inaugurei a época de estudo a sério. Quase 10 horinhas de estudo para começar. Já quase que tinha saudades daquela sensação de cabeça a explodir com conhecimento adquirido. Hoje já está boa, o que deve querer dizer que boa parte do conhecimento adquirido ontem já se evaporou. E assim se vão passar os próximos dias, a tentar encher a minha cabeça que mais parece uma banheira com o ralo aberto (é o início da época de estudo, ainda não se pode pedir muito).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dear Future Me

Já há 2 anos que tenho por hábito escrever uma carta a mim mesma pelo FutureMe. Ontem recebi a que tinha escrito no ano passado e não podia ter ficado mais contente. Ora vejamos:
"(...) Quanto a ti, dear future me, espero que esta carta te encontre com muitos e bons amigos à volta, que não tenhas perdido a IL nem a LL nem as tuas Dramas (e ainda aqui andam). Espero que a família se encontre bem e de saúde e que o K esteja muito melhor (o K nem parece o mesmo!). Também não seria mau se estivesses com outra pessoa ao lado, alguém da tua idade mais-coisa-menos-coisa, que te amasse e respeitasse e que tivesse um bom sentido de humor (e não é que até isso aconteceu???) (...) O importante é que daqui a um ano te encontre uma pessoa diferente, com o LP bem guardadinho num lugar especial do coração-passado e com o coração-presente bem mais disponível para novas histórias (done;))". 
Portanto, acho que 2011 vai terminar muuuuuuuuuito bem:)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aqui já chegou...

...O NATAL!!!!
O estudo para o teste de 4ª feira já se faz ao som de músicas de Natal.
Discutem-se presentes, a quem se vai dar presentes (pois, é a crise...), como poupar nos presentes... Já tenho uma lista dos felizes contemplados deste ano no meu ambiente de trabalho. Na realidade não é muito diferente da lista do ano passado. Apenas um pouco mais restrita e nem é pela crise.
Ontem, no shopping já se viam pessoas com caixas e caixas embrulhadas debaixo dos braços. Fui à loja da Disney ver coisas para a C. e senti-me outra vez miúda também eu a olhar para os vestidos das princesas. Se a Jo com 4 anos me visse agora ficava contente de certeza! Tudo o que a mini-Jo queria, com todas as fantasias que fazem parte da idade e que pareciam tão irreais há uns tempos atrás, a Jo de 22 anos tem. Pondo de parte o cabelo liso e automaticamente penteado. Esse presente de Natal não me parece que algum dia vá ter, por mais Natais que passem.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Jo vs. Planos

Como 4ª feira devia ter corrido:
Teria pegado no meu carrinho às 9 horas, tinha chegado ao hospital nº 1, tinha feito coisas super interessantes, tinha saído por volta do meio dia e meia para chegar ao hospital nº 2 ainda a tempo de almoçar e ir assistir às consultas de neurologia com a IL das 14:00 até hora indefinida, a apontar para as 20:00.

Como 4ª feira efectivamente correu:
Peguei no meu carrinho às 9 horas, apanhei transito até ao hospital nº 1, cheguei em cima da hora (felizmente ainda antes do médico Big Boss). Vi coisas moderadamente interessantes e saí por volta do meio dia e meia. Liguei à IL para saber se ela já tinha conseguido sair do hospital nº 3 e ela não atendeu. Calculei que ainda lá estivesse e pus-me a caminho do hospital nº 2. Cheguei ao hospital nº 2, estacionei e liguei à IL. A IL continuava a não atender, ou seja, ainda estava no hospital nº3. Olhei para o relógio e pensei: "eu demoro 10 minutos até ao hospital nº 3. Vou buscá-la e ainda chegamos a tempo de comer uma sopa antes das consultas. Senão ela não vai conseguir chegar a horas se vier de metro". Mandei-lhe mensagem a dizer que a ia buscar, tirei o carro do lugar e pus-me a caminho. Andei 100 metros e caí num buraco gigantesco. Disse meia dúzia de asneiras daquelas que não reproduzo por escrito num blog e quando cheguei a uma estrada a direito tirei as mãos do voltante para ver a direcção do carro. Parecia tudo bem.
Quando parei no semáforo seguinte olhei para o lado e tinha um taxista a gesticular dentro do carro a pedir-me muito agitado que baixasse a janela. "Oh menina, tem o pneu da frente do lado direito todo em baixo! É melhor ir a uma estação de serviço trocá-lo". Repeti desta vez para dentro as asneiras que tinha dito minutos antes e, como profunda conhecedora que sou de Lisboa, pedi logo ao senhor taxista que me explicasse onde era a estação de serviço mais próxima.
Cheguei lá, encostei o carro e mandei mensagem à IL a dizer que afinal ia ter de ir de metro porque tinha rebentado um pneu e eu ia chegar atrasada de certeza. Ela que fosse andando e explicasse à prof o que se tinha passado.
Chamei um senhor da bomba de gasolina e disse-lhe que tinha caído num burado e rebentado um pneu. E ele disse que se calhar estava só sem ar. Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Ele tentou enchê-lo. O pneu vazou (que surpresa...). Depois ele disse-me: "deve ter sido um prego que se espetou". Expliquei-lhe outra vez que tinha caído num buraco e rebentado o pneu. Pediu-me para entrar no carro e andar um bocadinho para a frente só para a roda dar a volta e ele tentar encontrar o buraco do prego. Nesta altura desisti de lhe explicar que tinha caído num buraco.
Perguntou-me se queria ajuda para mudar o pneu. Disse-lhe que sim e depois lembrei-me que o meu carro não trazia pneu extra. Trazia uma pastazinha maricas para se meter no pneu furado que supostamente tapava o furo. Acontece que isso só funciona quando é efectivamente um prego. Porque quando o pneu rebenta não há pastazinha que resolva o que quer que seja. O senhor, que continuava convencidíssimo de que eu tinha um prego espetado no pneu começou a meter a pastazinha lá para dentro. Não deu em nada. Resultado: Tem de se chamar um reboque.
Recorro então ao plano P: Plano Pai. Expliquei-lhe onde estava e ele chamou um reboque e disse que ia lá ter. Nisto liga a IL a perguntar se quero que ela vá ter comigo. Expliquei-lhe que a prof nos fuzilava se não aparecessemos nas consultas e mandei-a seguir sem mim. Entretanto o meu pai chegou e ficámos lá à espera do reboque e eu a pensar que já estava no mínimo chumbada a neurologia. Mandei uma mensagem à IL a pedir-lhe que dissesse à professora que ainda ia tentar ir às consultas do fim da tarde e que se ela quisesse compensava com outro dia de consultas ou um banco. Ao que a IL me respondeu: "A prof cancelou as consultas". Pelos vistos cancelou as consultas e esqueceu-se de nos avisar (porque estarmos a correr entre hospitais não nos dá trabalho nenhum. Eu pessoalmente até adoro pagar portagens).
Chegou o reboque e fui para a oficina. Era só trocar os pneus e ir para casa. Isto se... houvesse os pneus do meu boguinhas. "Ah e tal que estes pneus saem muito pouco, temos de mandar vir, só amanhã e mesmo assim não garanto... e precisa de dois porque não pode trocar só um... e pronto, são 400 euros". 400 EUROS DOIS BOCADOS DE BORRACHA REDONDOS!!! Voltei a dizer as asneiras para dentro, porque também não se dizem asneiras ao pé do pai.
Vim para casa com o meu pai enquanto rogava pragas à prof de Neurologia que é bom que me dê boa nota já que gastei 400 euros para vir ter com ela às consultas que ela não deu. E o meu boguinhas passou a noite fora, sozinho, numa garagem escura, a preparar-se para ser amputado em ambos os membros dianteiros... Felizmente tudo correu bem e já está 100% operacional, recuperou depressa. Já o mesmo não se pode dizer da carteira do meu pai. Essa ainda vai demorar a recuperar, foi uma cirurgia bem mais agressiva...

domingo, 30 de outubro de 2011

Dos últimos quase 2 meses

Sabe bem.
Sabe bem sair do hospital e ter alguém "não-médico" a quem contar que vi pessoas com os dedos cortados, que vi operarem hernias inguinais, que vi um hidrocelo, que vi um miúdo que caiu e partiu a cabeça, que vi um senhor que teve um acidente de carro e capotou e o carro deu 3 voltas. Que desinfectei um dedo cortado por uma serra eléctrica. Que estou farta de ver colecistites agudas. Que respondi a muitas perguntas do médico bem. Que vi um doente com Parkinson. Que vi um milhão de coisas. E no final do meu monólogo sobre as coisas super brutais e fascinantes que vi ele ainda me perguntar o que é um hidrocelo e o que é uma colecistite. Efectivamente interessado no que eu lhe possa explicar. E faz-me mais perguntas de como e porque é que essas coisas acontecem. E eu explico e fico contente. E pergunto-lhe como foi o dia dele e ele fala-se de servidores, de memórias RAM e ROM e discos externos , de softwares, de gigas e de bites e coisas das quais eu não percebo nada e também lhe pergunto e ele também me explica.
Sabe bem chegar a 6ª à noite e ir jantar fora e ao cinema ou a outro sítio qualquer. Sabe bem passar o sábado a estudar que nem uma louca para no domingo poder passar a tarde toda com ele, no sofá com uma mantinha a ver séries, ou a passear no paredão ou no shopping, ou numa feira medieval ou naquele banquinho à beira mar.
Sabe bem que ele me dê o casaco porque está frio e sabe bem que me passe sempre para o lado de dentro do  passeio quando estamos a passear.
Sabe bem sair da faculdade e ligar-lhe a dizer que vou passar pelo escritório dele para ele sair 2 minutos do trabalho para lhe dar um beijo.
Sabe bem quando ele me vem dar um beijinho de boa noite a casa porque tem saudades.
Sabe bem fazer planos, muitos planos, que podem ou não vir a concretizar-se, mas sabe bem acreditar neles (qual é o objectivo de estar com alguém quando não se acredita num futuro?).
Sabe bem.

domingo, 16 de outubro de 2011

Regra geral

Regra geral adoro o que faço, adoro o que estudo, adoro imaginar-me daqui a uns anos como médica a sério.
Depois há outros dias, como o de hoje, em que acordo com uma daquelas pessoas mesmo importantes a pedir-me que lhe explique os resultados de uma TC de um familiar não tão animadora quanto isso. Nesses momentos apetece-me trocar a minha futura profissão por qualquer outra que não tenha obrigação de responder a perguntas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não está fácil!

Tenho um trabalho de 12 páginas para fazer sobre um tema à minha escolha na área da sexologia. Este trabalho vai ser lido por um professor que deve ter uns 70 anos que, pelo que nos tem dito nas aulas, tem algumas ideias baralhadas na cabeça quanto a esta temática. Não está fácil de decidir o tema não...